A circulação de conteúdos falsos ou distorcidos sobre saúde é um desafio de saúde pública. Notícias sem embasamento, promessas milagrosas e boatos em redes sociais podem levar pessoas a abandonar tratamentos essenciais ou a adotar condutas de risco.
Para combater esse cenário, o letramento informacional e a checagem de fatos tornam-se ferramentas fundamentais para profissionais, estudantes e a sociedade em geral. Confira a seguir um guia prático para reconhecer indícios de fake news, aplicar um protocolo seguro de checagem e comunicar a verdade científica de forma empática.
Antes de repassar qualquer publicação sobre saúde, fique atento a indícios recorrentes que sinalizam falta de confiabilidade científica:
Sensacionalismo: Títulos alarmistas, uso exagerado de letras maiúsculas ou gatilhos emocionais.
Fontes sem credibilidade: Ausência de links para artigos originais ou indicação de autores e instituições de pesquisa reconhecidas.
Anedotas em vez de evidências: Depoimentos pessoais isolados apresentados como prova definitiva, sem ensaios ou estudos com amostras representativas.
Promessas mágicas: Soluções “milagrosas”, rápidas e fáceis para condições clínicas complexas.
Para não compartilhar desinformação de forma inadvertida, adote a rotina do protocolo seguro:
Pare e reflita: Não compartilhe de forma impulsiva; analise criticamente a intenção da mensagem.
Cheque a fonte original: Busque o artigo científico, a nota oficial ou o estudo que deu origem à informação.
Verifique a data: Notícias antigas ou fora de contexto costumam ser descontextualizadas para gerar alarmismo.
Consulte agências e órgãos oficiais: Verifique se o conteúdo já foi verificado por agências de checagem confiáveis ou portais de saúde.
Dialogar com quem acredita em um mito sobre saúde exige empatia. Ridicularizar a pessoa ou utilizar jargões acadêmicos excessivamente técnicos pode afastá-la e gerar resistência.
Uma estratégia eficaz para desmistificar conceitos mantendo o diálogo acessível é a Técnica Sanduíche de Fatos:
1. Afirme a verdade: Comece declarando o fato científico com clareza.
2. Mencione o mito brevemente: Destaque o boato apenas o suficiente para contextualizar a dúvida, sem dar destaque excessivo à mentira.
3. Reforce o fato científico: Finalize reiterando a evidência correta e acessível.
A busca por evidências científicas sólidas deve ter como ponto de partida instituições de credibilidade:
Organismos de saúde globais (como a OMS/OPAS);
Órgãos e ministérios de saúde nacionais;
Sociedades médicas e conselhos de classe reconhecidos.
Promover a saúde publica também envolve compartilhar conteúdos checados e atuar como um multiplicador do conhecimento científico!