Construção Social da Aprendizagem em Saúde Mental e Saúde da Família

11 de janeiro de 2023 por filipesoaresImprimir Imprimir

Publicação que pensa o ensino-aprendizagem em saúde mental e saúde da família.


Este trabalho fundamenta-se no construcionismo social, conforme abordagem na Psicologia. Pensar o ensino-aprendizagem em saúde mental, a partir dessa perspectiva, é entender esse processo não como um fenômeno já dado, pronto para exercer suas funções, mas como uma construção que se dá nas trocas sociais em contextos e tempos situados. Um processo de compartilhamento de saberes e de práticas sociais, vistos em sua pluralidade, e que indaga acerca dos sentidos e de suas implicações para a efetivação de mudanças do cuidado em saúde mental. É pensar o cotidiano como produtor de conhecimento, nem mais nem menos importante que o conhecimento produzido pela ciência. É, ainda, comprometer-se com o sujeito – profissional, estudante, usuário de serviço ou comunidade.

Construcao-social-aprendizagem-saude-mental-saude-familia

Quanto à produção desse trabalho, a princípio se dirigia aos trabalhadores que compõem as equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e aos professores de cinco universidades públicas, em cinco municípios, inclusive a capital do estado da Bahia. Havia uma inquietação por conhecer como ocorria o ensino/aprendizagem em saúde mental com ênfase na ESF, nos cursos de graduação em Enfermagem e Medicina das universidades, por serem esses de formação para composição de equipes mínimas da referida estratégia. Outra inquietação refere-se aos saberes e às práticas sobre saúde mental que estavam em construção no cotidiano do trabalho das equipes da ESF. Associado a isto havia, ainda, o interesse em dialogar com tais equipes, com o intuito de produzir conhecimento acerca das necessidades e estratégias de aprendizagem na área de saúde mental.

Participaram da pesquisa médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, técnicos de enfermagem e outros membros de equipes da ESF que atuavam nos municípios de Ilhéus, Itabuna, Jequié, Vitória da Conquista, Feira de Santana e Salvador. Em dois desses municípios, o critério de escolha – maior número de alcoolistas – definiu a participação de profissionais que atuavam na área rural.

Estratégia de Saúde da Família

Assim, o leitor poderá perceber como é desafiador olhar para o cotidiano e conferir a riqueza do conhecimento que é produzido frente às múltiplas realidades vividas, com ênfase na saúde e na doença mental. Constatará o quanto desses saberes e práticas fabricadas pela Estratégia de Saúde da Família têm a ver com o que queremos construir de novo. A leitura desta obra ampliará o olhar para ver como a saúde e a doença mental estão imbricadas em todos os aspectos da vida dos profissionais que atuam nessa Estratégia e as razões por que muitos deles pedem “socorro” quando se trata de saúde mental. O leitor será convidado a refletir sobre os recursos da comunidade com potencial de uso para o cuidado em saúde mental no território, e como a ideia do não saber, neste caso, significando nada saber sobre a saúde mental, limita os conhecimentos e as ações de saúde mental dos profissionais. Além disso, verá que o cuidado envolve respeito quanto ao que esses profissionais produzem ou são capazes de produzir de conhecimento no cotidiano. Esse respeito e as ideias apontadas por eles como estratégias de ensino/aprendizagem em
saúde mental, somadas a tantas outras construções aqui produzidas, poderão significar um caminho de (re)orientação para o suporte instrumental ofertado às equipes da ESF.

Assim, o leitor tem em mãos uma produção de diversos sentidos em torno da inserção da saúde mental na Estratégia de Saúde da Família, por meio da qual poderá compreender melhor aspectos que envolvem essa temática. O leitor não ficará surpreso caso sinta-se convidado ou estimulado a se implicar ou ampliar suas relações com o cotidiano e a produzir diálogos conosco, movimentando-se para (re)escrever novos sentidos e práticas sociais de inserção da saúde mental na comunidade. Para isso, lembramos a fala de Grandesso quando diz que “as histórias nunca estão acabadas, estando sempre abertas para serem reconstruídas”. É exatamente isso que esperamos com a leitura desta obra. Ela será ainda mais valiosa a partir do diálogo com o leitor, com tudo que ele quiser compartilhar ou produzir de novas configurações ao que está escrito.

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