Vigilância Pós-alta Hospitalar das Infecções do Sítio Cirúrgico em Hospitais Universitários do Brasil

2 de março de 2021 por filipesoaresImprimir Imprimir

Identifica o perfil das infecções de sítio cirúrgico diagnosticadas após a alta hospitalar e verificar a importância da vigilância destas infecções fora do hospital.


As infecções hospitalares podem ser atribuídas ao hospital e se manifestar durante a internação ou após a alta hospitalar. É notória a sua importância, pois aumentam a morbidade, mortalidade e os custos hospitalares, sendo as principais complicações nos pacientes cirúrgicos nos quais as infecções de sítio operatório são as mais frequentes.

Vigilância Pós-alta Hospitalar das Infecções do Sítio Cirúrgico em Hospitais Universitários do Brasil

Vigilância Pós-alta Hospitalar das Infecções do Sítio Cirúrgico em Hospitais Universitários do Brasil. Foto: Divulgação

As infecções de sítio cirúrgico, anteriormente denominadas infecções de ferida operatória, acometem tecidos e órgãos incisados e cavidades manipuladas durante um procedimento cirúrgico. Sabe-se que um extensivo programa de vigilância pode reduzir as taxas de infecções de sítio cirúrgico em 30% a 40%, mas para que este programa seja efetivo deve-se conhecer a real incidência destas infecções e os fatores de risco associados. As frequências das infecções de sítio cirúrgico têm sido utilizadas como um importante indicador da performance dos cirurgiões e do hospital, sendo que o retorno dos dados da vigilância à equipe cirúrgica pode reduzir as taxas de infecção em até 35%.

Infecções hospitalares

Na vigilância das infecções de sítio cirúrgico, utiliza-se o componente cirúrgico do sistema de vigilância das infecções hospitalares National Nosocomial Infections Surveillance (NNIS) do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, Estados Unidos), no qual os pacientes devem ser acompanhados até o 30o dia do pós-operatório ou até um ano, se houver implante de prótese.

No Brasil, a maior parte dos serviços de vigilância dos hospitais não inclui o acompanhamento sistemático dos pacientes cirúrgicos após receberem alta. Considerando que de 12% a 84% das infecções de sítio cirúrgico são diagnosticadas fora do hospital, a vigilância pós-alta é imprescindível para reduzir as subnotificações destas infecções.

Alta hospitalar

Durante a internação do paciente, na vigilância das infecções de sítio cirúrgico, utiliza-se o método de busca ativa no qual é feito o exame direto da ferida operatória em busca de sinais de infecção. Na vigilância após a alta hospitalar ainda não foi validado nenhum método e vários têm sido utilizados: método de busca ativa, notificação passiva pelo cirurgião ou pelo paciente, revisão de prontuários, avaliação de exames microbiológicos e revisão de bancos de dados de planos de saúde. Não se pode afirmar que um único método seja totalmente eficiente, mas é provável que a observação direta da ferida cirúrgica, geralmente usada como “padrão ouro” na detecção das infecções de sítio cirúrgico, apresente maior sensibilidade e especificidade.

Ao contrário da vasta literatura mundial em adultos, são escassos os estudos de incidência de infecções de sítio cirúrgico que incluem a vigilância pós-alta em crianças e adolescentes. Sabe-se que a incidência de infecções de sítio cirúrgico situa-se entre 2,5% e 20%. Entretanto, os estudos disponíveis variam em critérios de definição de infecções de sítio cirúrgico e em métodos de vigilância e de análise estatística.

Com o objetivo de identificar o perfil das infecções de sítio cirúrgico diagnosticadas após a alta hospitalar e verificar a importância da vigilância destas infecções fora do hospital, desenvolveu-se um estudo de coorte de pacientes pediátricos operados em um hospital universitário de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

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