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Uso de PRP e Derivados Autólogos Sanguíneos

14 de maio de 2026 por filipesoaresImprimir Imprimir


A ciência da regeneração tecidual tem avançado a passos largos, e um dos temas que mais ganha destaque atualmente é o uso de derivados autólogos sanguíneos. No vídeo mais recente da série “Pílulas do Conhecimento”, o Coren-SP explica detalhadamente como esses recursos funcionam e quais são as normas para a prática da enfermagem nessa área.

Mas afinal, o que são esses derivados e por que eles são tão promissores? Vamos explorar os principais pontos abordados:

O que são Derivados Autólogos Sanguíneos?

O nome pode parecer complexo, mas o conceito é simples e fascinante:

  • Derivado: Utiliza componentes específicos do sangue.

  • Autólogo: O material é proveniente do próprio paciente.

  • Sanguíneo: Obtido a partir de amostras de sangue do indivíduo.

Exemplos comuns incluem o PRP (Plasma Rico em Plaquetas) e o PRF (Fibrina Rica em Plaquetas).

Como funcionam e quais os benefícios?

Esses produtos biológicos são verdadeiros aliados da cicatrização. Eles funcionam através de fatores de crescimento que estimulam a proliferação celular, oferecendo benefícios como:

  • Recuperação acelerada: Auxiliam na reparação da pele e tecidos lesados.

  • Redução de desconforto: Diminuem a inflamação e a dor.

  • Melhor qualidade estética: Promovem uma cicatrização mais uniforme e um ambiente adequado para o reparo tecidual.

Atualmente, são muito utilizados na estética (rejuvenescimento, cicatrizes de acne) e no tratamento de feridas, tanto agudas quanto crônicas.

Segurança e Regulamentação

Por serem métodos biológicos e utilizarem o sangue do próprio paciente, apresentam baixo risco de reações adversas e são minimamente invasivos. No entanto, a prática exige rigor ético e legal.

O vídeo destaca resoluções fundamentais do COFEN (Conselho Federal de Enfermagem) que garantem a segurança do paciente e do profissional:

  • Parecer Coren-SP nº 12/2024: Esclarece o uso do PRP em tratamentos estéticos.

  • Resolução COFEN nº 787/2025: Reconhece o uso desses concentrados no tratamento de feridas.

  • Resolução COFEN nº 788/2025: Detalha o uso na área de enfermagem regenerativa.

Quem pode realizar o procedimento?

É fundamental destacar que, dentro da equipe de enfermagem, apenas o enfermeiro está autorizado a realizar essas práticas. Além disso, o profissional deve possuir capacitação teórico-prática específica com carga horária mínima de 45 horas.

O processo deve sempre envolver:

  1. Avaliação clínica e consulta de enfermagem.

  2. Análise de exames laboratoriais.

  3. Obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

  4. Registro completo em prontuário.

  5. Uso de EPIs e local licenciado pela Vigilância Sanitária.

A utilização de derivados autólogos sanguíneos representa um marco na enfermagem moderna, unindo tecnologia e cuidado biológico para oferecer resultados mais rápidos e seguros aos pacientes.