Quando pensamos em problemas de saúde pública que causam grande impacto na qualidade de vida, muitas vezes esquecemos de uma realidade silenciosa, mas extremamente comum: as feridas crônicas [1] nas pernas. Quem não conhece um familiar, vizinho ou paciente que convive com uma lesão na perna que parece nunca cicatrizar?
Em uma recente transmissão promovida pelo Coren Bahia [2] (no programa Coren Qualifica Digital), a enfermeira dermatológica Amanda Gaspar trouxe uma atualização fundamental sobre Úlceras Venosas e Arteriais, gerando um debate necessário sobre como a enfermagem pode oferecer uma assistência de alto desempenho para transformar essa realidade.
Abaixo, separamos os principais pontos abordados nesse encontro informativo para você entender a gravidade do problema e o papel da qualificação profissional.
O Custo Invisível das Feridas Crônicas
Um dos momentos mais marcantes da discussão envolveu o tempo que muitos pacientes passam convivendo com essas lesões. Relatos do chat da transmissão mostraram uma realidade assustadora: profissionais de saúde cuidam de pacientes com úlceras venosas abertas há mais de 10 ou até 20 anos.
Esse cenário gera duas graves consequências:
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Impacto no Sistema de Saúde: Pacientes que passam décadas em tratamento representam um custo financeiro altíssimo e contínuo para o SUS. Muitas vezes, esse gasto prolongado ocorre devido à falta de curativos tecnológicos adequados ou à carência de profissionais devidamente capacitados para o manejo correto dessas lesões.
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Impacto na Vida Social e Emocional: Conviver com uma ferida por anos destrói a rotina do indivíduo. A dor, o odor e a dificuldade de locomoção isolam o paciente. Eles deixam de ir à praia, a um barzinho ou de ter uma vida social ativa, o que afeta drasticamente a saúde mental.
A Necessidade de uma Avaliação Sistêmica (Olhar Além da Ferida)
A professora Amanda Gaspar reforçou que o tratamento de feridas mudou. Não basta apenas olhar para o curativo ou para a lesão de forma isolada; é preciso avaliar o paciente como um todo.
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O Exemplo da Glicemia: Se o paciente possui uma úlcera venosa, mas também é diabético e está com os níveis aceitáveis de glicose descontrolados, a cicatrização dificilmente vai acontecer.
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O Tratamento Integral: Tratar uma ferida com eficácia exige entender quem é o paciente por trás daquela lesão, investigando seus hábitos, suas comorbidades e seu contexto clínico de forma sistêmica.
Por que a Atualização Profissional é Obrigatória?
A área de dermatologia e o tratamento de feridas evoluem de forma extremamente rápida. Novas coberturas (curativos) surgem no mercado, diretrizes clínicas são revistas e normativas legais mudam a todo momento.
A mensagem final para os profissionais da enfermagem foi clara: a enfermagem é feita de constantes mudanças. Para garantir uma assistência de alto desempenho e devolver a dignidade a esses pacientes, é fundamental buscar a qualificação contínua, acompanhar as novas resoluções e entender as tecnologias disponíveis no mercado de trabalho.