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Manejo Inicial de Vias Aéreas Pela Enfermagem

8 de abril de 2026 por filipesoaresImprimir Imprimir


A atuação da enfermagem no manejo de vias aéreas é um dos pilares fundamentais para o sucesso no atendimento de urgência e emergência. Recentemente, o Coren-BA, através do programa Coren Qualifica Digital, promoveu uma aula prática e teórica essencial com a especialista Anne Caroline, focada em capacitar enfermeiros e técnicos para o reconhecimento e intervenção precoce em casos de insuficiência respiratória.

Se você perdeu ou quer revisar os pontos principais, preparamos este resumo com os destaques do treinamento.

O Que é Fundamental Saber?

O manejo inicial não se resume apenas a procedimentos técnicos, mas à capacidade de reconhecimento rápido. Segundo a especialista, o enfermeiro deve estar atento a sinais clássicos que indicam que a via aérea do paciente está comprometida.

1. A Tríade do Reconhecimento

Para identificar a insuficiência respiratória, o profissional deve observar:

  • Padrão Respiratório: Uso de musculatura acessória ou respiração paradoxal.

  • Estado Neurológico: Nível de consciência (agitação ou sonolência excessiva).

  • Sinais Periféricos: Cianose (coloração arroxeada) e o “baqueteamento digital” em pacientes crônicos.

Oxigenoterapia: Muito Além do Suplemento

A oxigenoterapia deve ser vista como uma terapêutica farmacológica. Embora exija prescrição, o enfermeiro possui autonomia para avaliar a necessidade, monitorar a eficácia e sugerir ajustes à equipe multiprofissional.

  • Padrão Ouro: A gasometria arterial continua sendo o exame principal para monitorar a pressão arterial de oxigênio (PaO2) e o acúmulo de CO2.

  • Metas: O objetivo é manter a oxigenação adequada para evitar danos orgânicos, diferenciando casos de hipoxemia (falta de O2) de hipercapnia (excesso de CO2).

A Prática: Interfaces e Dispositivos

Um dos grandes diferenciais desta capacitação foi a demonstração prática em laboratório. A escolha da interface correta (cateter nasal, máscaras ou dispositivos avançados) é crucial para o conforto e a estabilização do paciente.

  • Abertura de Vias Aéreas: Foram demonstradas manobras básicas de abertura e a importância de manter a via aérea pérvia antes mesmo de qualquer dispositivo avançado.

  • Máscara Laríngea: O vídeo detalha o passo a passo da inserção deste dispositivo, que é uma alternativa vital quando a intubação orotraqueal não é possível ou imediata.

Conclusão

A educação continuada é o que diferencia uma assistência segura de uma prática de risco. O compromisso do Coren-BA em 2025 e 2026 tem sido justamente levar esse conhecimento técnico para todo o estado, alcançando milhares de profissionais.