A atuação da enfermagem no manejo de vias aéreas é um dos pilares fundamentais para o sucesso no atendimento de urgência e emergência. Recentemente, o Coren-BA, através do programa Coren Qualifica Digital, promoveu uma aula prática e teórica essencial com a especialista Anne Caroline, focada em capacitar enfermeiros e técnicos para o reconhecimento e intervenção precoce em casos de insuficiência respiratória.
Se você perdeu ou quer revisar os pontos principais, preparamos este resumo com os destaques do treinamento.
O manejo inicial não se resume apenas a procedimentos técnicos, mas à capacidade de reconhecimento rápido. Segundo a especialista, o enfermeiro deve estar atento a sinais clássicos que indicam que a via aérea do paciente está comprometida.
Para identificar a insuficiência respiratória, o profissional deve observar:
Padrão Respiratório: Uso de musculatura acessória ou respiração paradoxal.
Estado Neurológico: Nível de consciência (agitação ou sonolência excessiva).
Sinais Periféricos: Cianose (coloração arroxeada) e o “baqueteamento digital” em pacientes crônicos.
A oxigenoterapia deve ser vista como uma terapêutica farmacológica. Embora exija prescrição, o enfermeiro possui autonomia para avaliar a necessidade, monitorar a eficácia e sugerir ajustes à equipe multiprofissional.
Padrão Ouro: A gasometria arterial continua sendo o exame principal para monitorar a pressão arterial de oxigênio (PaO2) e o acúmulo de CO2.
Metas: O objetivo é manter a oxigenação adequada para evitar danos orgânicos, diferenciando casos de hipoxemia (falta de O2) de hipercapnia (excesso de CO2).
Um dos grandes diferenciais desta capacitação foi a demonstração prática em laboratório. A escolha da interface correta (cateter nasal, máscaras ou dispositivos avançados) é crucial para o conforto e a estabilização do paciente.
Abertura de Vias Aéreas: Foram demonstradas manobras básicas de abertura e a importância de manter a via aérea pérvia antes mesmo de qualquer dispositivo avançado.
Máscara Laríngea: O vídeo detalha o passo a passo da inserção deste dispositivo, que é uma alternativa vital quando a intubação orotraqueal não é possível ou imediata.
A educação continuada é o que diferencia uma assistência segura de uma prática de risco. O compromisso do Coren-BA em 2025 e 2026 tem sido justamente levar esse conhecimento técnico para todo o estado, alcançando milhares de profissionais.