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Enfermagem em Movimento #2 | A Enfermagem Não Pode Estacionar

7 de julho de 2026 por filipesoaresImprimir Imprimir


Existe uma profissão fundamental que sustenta o sistema de saúde, acompanha cada paciente com olhar atento e move vidas todos os dias: a enfermagem. Para mostrar a força de quem está por trás do cuidado no Brasil, o programa Enfermagem em Movimento — apresentado por Luana Rocha no canal Somos Enfermagem TV — pegou a estrada. Na parada pelo Rio de Janeiro, o público foi apresentado à inspiradora história de Carla Bianca Silva de Andrade.

Se você busca inspiração profissional e quer entender para onde a saúde está caminhando, a trajetória de Carla deixa uma lição clara: a enfermagem nunca pode estacionar.

O Começo de Tudo: Da Santa Casa ao Cuidado Crítico

Natural do Rio de Janeiro, Carla Bianca hoje tem 56 anos e iniciou sua jornada profissional bem jovem, aos 21. Filha de pais humildes economicamente, ela cresceu com um forte estímulo familiar voltado aos estudos como o principal caminho de transformação social. A vocação veio cedo: aos 11 anos, após conversas com a mãe, já sabia que seu destino seria vestir o uniforme da enfermagem.

O ponto de partida oficial dessa trajetória foi a histórica Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Ainda durante a graduação, Carla demonstrava o perfil proativo que definiria sua carreira: ela corria atrás de estágios por conta própria, batendo de porta em porta. Foi acolhida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital e, logo após se formar, assumiu a supervisão noturna de enfermagem da instituição, gerenciando cerca de 40 enfermarias antes de ser remanejada em definitivo para a UTI.

Construindo Legados: Da Cardiologia à Oncologia

Após a experiência inicial na Santa Casa, a dedicação e o domínio teórico de Carla abriram as portas para um hospital de referência em cardiologia no bairro de Botafogo. Lá, ela trabalhou por 20 anos, liderando equipes na UTI e na chefia da unidade de emergência torácica.

No entanto, o maior desafio de sua carreira ainda estava por vir. Migrando para a área de oncologia, Carla uniu a prática assistencial com a docência e a gestão na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mesmo sendo inicialmente uma área nova em sua rotina, ela encarou a missão de estruturar um curso inédito: em 2016, Carla foi uma das responsáveis por idealizar e fundar a primeira turma de pós-graduação em Enfermagem Oncológica.

Sua sólida carreira na saúde culminou em uma grande conquista em 2024, quando assumiu o cargo de Diretora da Unidade II do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Por que a Enfermagem não pode parar?

Em um cenário onde a tecnologia avança a passos largos, o debate sobre o futuro das profissões ganha força. Durante o quadro Proibido Estacionar, Carla Bianca compartilhou uma visão extremamente otimista e convicta sobre o papel do enfermeiro no mercado atual e futuro.

“A Inteligência Artificial vai assumir algumas áreas na saúde que não precisarão tanto de recursos humanos, como a leitura de exames laboratoriais. Porém, entretanto, todavia, a IA nunca vai substituir o enfermeiro.”

Para Carla, o diferencial da profissão é o entusiasmo, o estudo contínuo e a união política e social da categoria. A capacidade humana de oferecer empatia, tomada de decisão complexa à beira do leito e o cuidado sensível são insubstituíveis.