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Terapia Subcutânea no Câncer Avançado

Este guia informativo explora a terapia subcutânea, também conhecida como hipodermóclise, uma técnica essencial em cuidados paliativos para pacientes com câncer avançado. Baseado nas diretrizes do Instituto Nacional de Câncer (INCA [1]), este post detalha como essa via alternativa pode garantir conforto e segurança no tratamento.

O que é a Terapia Subcutânea (Hipodermóclise)?

A hipodermóclise consiste na infusão de fluidos isotônicos ou medicamentos diretamente no tecido subcutâneo (hipoderme), a camada mais profunda da pele. Por ser rica em capilares sanguíneos, essa região permite que as substâncias sejam absorvidas e transportadas para a circulação sistêmica de forma eficaz.

Por que utilizar esta via?

Em fases avançadas da doença, a via oral pode tornar-se inviável devido a náuseas, vômitos ou obstruções. Da mesma forma, o acesso intravenoso pode estar prejudicado por desidratação ou fragilidade capilar. Nesses casos, a via subcutânea destaca-se por:

Indicações e Limitações

A técnica é ideal para reposição de fluidos e administração de medicamentos como analgésicos opioides (ex: morfina), antieméticos e alguns antibióticos. No entanto, possui contraindicações e limitações importantes:

Onde e Como Aplicar?

Os locais de punção mais indicados são as regiões com maior tecido adiposo e distantes de articulações, como o abdômen, a face lateral da coxa, o deltoide e a região escapular.

Principais cuidados técnicos:

  1. Ângulo de inserção: O dispositivo (scalp) deve ser introduzido em um ângulo de 30° a 45°.

  2. Diluição: Medicamentos devem ser diluídos em água para injeção (ou soro fisiológico em casos específicos como a ketamina).

  3. Rodízio: O sítio de punção deve ser trocado a cada 96 horas para evitar irritações locais.

  4. Monitoramento: É fundamental observar sinais de inflamação, como calor, rubor ou edema no local.

Medicamentos Proibidos

Nem toda substância pode ser administrada por esta via. São proibidos no tecido subcutâneo: diazepam, diclofenaco, fenitoína e eletrólitos não diluídos, devido ao alto risco de irritação ou lesão tecidual.

A terapia subcutânea reafirma o compromisso dos cuidados paliativos com a dignidade do paciente, oferecendo uma alternativa humanizada para o controle de sintomas e manutenção da hidratação.

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