Nos ambientes de cuidados em saúde, a ocorrência da morte é enfrentada com dificuldade e desafia os recursos tecnológicos de diversas áreas terapêuticas, por nem sempre serem capazes de curar, mas apenas prolongar o tempo de vida dos enfermos. Esse fato levanta questionamentos bioéticos, pois existe um declínio da qualidade de vida com certos investimentos que não conseguem recuperar o paciente.

Leia Mais:
- Aspectos Éticos e Legais da Morte Encefálica Conhecidos por Estudantes de Enfermagem [1]
- A Única Certeza da Morte é a Vida: Investigação Fenomenológica Sobre Idosos que se Preparam para a Morte [2]
- Acolhimento e Humanização da Assistência em Pronto-Socorro Adulto: Percepção de Enfermeiros [3]
Até que ponto?
Essa realidade leva os profissionais de Enfermagem a se questionarem “até que ponto a equipe multiprofissional deveria investir recursos assistenciais em determinado paciente?”, ou “qual a melhor decisão: parar de investir recursos e permitir ao paciente uma morte natural ou prolongar sua vida a qualquer custo, mesmo que isso repercuta em mais sofrimento?”. Tais questionamentos acabam convergindo para dois importantes dilemas éticos: a distanásia e a ortotanásia.