Identifica as principais literaturas científicas nos últimos 10 anos sobre o papel do enfermeiro no manejo de queimaduras graves com risco de desenvolver infecção na unidade de terapia intensiva.
Nos últimos anos, o cuidado a pacientes com queimaduras graves internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tem despertado grande interesse na comunidade científica, especialmente no que diz respeito ao papel do enfermeiro na prevenção e no manejo de infecções. Com isso em mente, este estudo teve como objetivo identificar as principais produções científicas publicadas nos últimos 10 anos sobre a atuação do enfermeiro frente a queimaduras graves com alto risco de infecção em ambiente de terapia intensiva.

Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, método que permite reunir e analisar diferentes estudos sobre um mesmo tema. A busca ocorreu em bases de dados nacionais e internacionais amplamente reconhecidas, como PubMed, SciELO, BVS, BDENF, MEDLINE, LILACS, IBECS e ScienceDirect, considerando publicações entre os anos de 2012 e 2022.
Os resultados evidenciaram o uso de diversas coberturas tópicas como estratégia para reduzir a colonização por microrganismos em pacientes queimados. No entanto, os estudos também apontaram que complicações como bacteremia, sepse e falência múltipla de órgãos continuam sendo as principais causas de morbimortalidade nesses pacientes. Esse cenário reforça a necessidade de intervenções adicionais, bem como de investimentos em educação permanente em saúde. Destaca-se, ainda, a importância de protocolos bem estruturados e da capacidade do enfermeiro de exercer o raciocínio clínico, adaptando as intervenções conforme a resposta individual de cada paciente.
A conclusão dos estudos analisados ressalta que as altas taxas de infecção estão relacionadas tanto à exposição aos microrganismos presentes no ambiente de cuidado quanto, em alguns casos, às condições inadequadas de trabalho e higiene. Diante disso, torna-se essencial que o enfermeiro esteja cientificamente e emocionalmente preparado para o gerenciamento do cuidado. A adoção de estratégias baseadas em evidências científicas é fundamental para reduzir os riscos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) na UTI, além de incentivar o desenvolvimento e o uso de coberturas cada vez mais eficazes no tratamento de queimaduras graves.