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Manejo de Enfermagem Em Grandes Queimados Com Risco de Infecção na Unidade de Terapia Intensiva

6 de janeiro de 2026 por filipesoaresImprimir Imprimir

Identifica as principais literaturas científicas nos últimos 10 anos sobre o papel do enfermeiro no manejo de queimaduras graves com risco de desenvolver infecção na unidade de terapia intensiva.


Nos últimos anos, o cuidado a pacientes com queimaduras graves internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tem despertado grande interesse na comunidade científica, especialmente no que diz respeito ao papel do enfermeiro na prevenção e no manejo de infecções. Com isso em mente, este estudo teve como objetivo identificar as principais produções científicas publicadas nos últimos 10 anos sobre a atuação do enfermeiro frente a queimaduras graves com alto risco de infecção em ambiente de terapia intensiva.

enfermeira tratando um paciente com queimadura na uti.

Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, método que permite reunir e analisar diferentes estudos sobre um mesmo tema. A busca ocorreu em bases de dados nacionais e internacionais amplamente reconhecidas, como PubMed, SciELO, BVS, BDENF, MEDLINE, LILACS, IBECS e ScienceDirect, considerando publicações entre os anos de 2012 e 2022.

Os resultados evidenciaram o uso de diversas coberturas tópicas como estratégia para reduzir a colonização por microrganismos em pacientes queimados. No entanto, os estudos também apontaram que complicações como bacteremia, sepse e falência múltipla de órgãos continuam sendo as principais causas de morbimortalidade nesses pacientes. Esse cenário reforça a necessidade de intervenções adicionais, bem como de investimentos em educação permanente em saúde. Destaca-se, ainda, a importância de protocolos bem estruturados e da capacidade do enfermeiro de exercer o raciocínio clínico, adaptando as intervenções conforme a resposta individual de cada paciente.

A conclusão dos estudos analisados ressalta que as altas taxas de infecção estão relacionadas tanto à exposição aos microrganismos presentes no ambiente de cuidado quanto, em alguns casos, às condições inadequadas de trabalho e higiene. Diante disso, torna-se essencial que o enfermeiro esteja cientificamente e emocionalmente preparado para o gerenciamento do cuidado. A adoção de estratégias baseadas em evidências científicas é fundamental para reduzir os riscos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) na UTI, além de incentivar o desenvolvimento e o uso de coberturas cada vez mais eficazes no tratamento de queimaduras graves.

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