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Guia de Informações Sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho

12 de março de 2026 por filipesoaresImprimir Imprimir

Saúde Mental no Trabalho: O que você precisa saber sobre a nova NR-1.


A gestão de saúde e segurança no trabalho acaba de ganhar um marco importante no Brasil. Com a publicação do novo Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) detalha como as empresas devem se adaptar às mudanças da NR-1, que agora exige explicitamente o olhar para o bem-estar mental dos colaboradores.

Confira os pontos essenciais dessa atualização que entra em vigor em maio de 2025.

1. O que mudou na lei?

A Portaria MTE nº 1.419/2024 alterou a NR-1 para incluir de forma clara os fatores de riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Embora a gestão de “todos” os riscos já fosse prevista, a nova redação elimina dúvidas: agora, perigos como assédio e sobrecarga de trabalho devem constar obrigatoriamente no inventário de riscos da empresa.

2. O que são Riscos Psicossociais?

São perigos que decorrem de falhas na concepção, organização e gestão do trabalho. Eles podem causar danos físicos e mentais, como:

  • Assédio de qualquer natureza;

  • Excesso de demanda (sobrecarga);

  • Falta de autonomia ou suporte no trabalho;

  • Trabalho remoto isolado.

Importante: O foco está nas condições de trabalho. O objetivo não é avaliar a vida pessoal do trabalhador ou sua personalidade, mas sim como a empresa organiza as tarefas e o ambiente.

3. Como aplicar na prática?

A gestão desses riscos deve ser feita de forma integrada entre a NR-1 e a NR-17 (Ergonomia). O guia sugere quatro passos iniciais:

  1. Ajuda especializada: Avaliar se a empresa precisa de profissionais técnicos para conduzir o processo.

  2. Envolvimento total: Engajar desde a alta administração até os trabalhadores e a CIPA.

  3. Responsabilidades: Definir claramente quem conduzirá cada etapa.

  4. Comunicação: Ser transparente com os colaboradores sobre os objetivos e métodos.

4. Ferramentas e Documentação

As empresas podem utilizar diferentes estratégias, como observação direta, oficinas (workshops) ou questionários validados. É fundamental garantir o anonimato dos trabalhadores em pesquisas para criar um ambiente de confiança.

Todos os resultados devem ser registrados na Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) ou no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), contendo a descrição dos perigos, grupos expostos e o plano de ação com cronograma de melhorias.

Por que isso é urgente?

Dados de 2022 mostram que os transtornos mentais (ansiedade, depressão e estresse) já representam a 2ª maior causa de adoecimento ocupacional no Brasil, atrás apenas das dores nas costas. Investir em um ambiente psicologicamente saudável não é apenas uma obrigação legal, mas uma estratégia de produtividade e respeito humano.

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