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Fatores Associados às Práticas de Autocuidado com os Pés em Pessoas com Diabetes Mellitus: Estudo Transversal

29 de setembro de 2026 por Dayse CarvalhoImprimir Imprimir

Pesquisa revela que cuidados diários com os pés ainda são negligenciados por quem tem diabetes e acende alerta para a educação em saúde.


Você sabia que pequenos cuidados diários podem fazer uma diferença gigantesca na qualidade de vida de quem vive com diabetes? No entanto, um estudo recente realizado na Atenção Primária à Saúde (APS) revelou que a adesão à rotina de cuidados com os pés ainda está bem abaixo do ideal.
Para entender melhor o cenário, pesquisadores acompanharam 60 pacientes com Diabetes Mellitus (DM) por meio de avaliações clínicas e questionários focados no dia a dia do autocuidado. O objetivo? Descobrir o que leva — ou impede — os pacientes a manterem essa rotina de prevenção.

O que o estudo descobriu?

  • Frequência baixa: A maioria das práticas essenciais de autocuidado acontecia entre 0 e 4 dias por semana, um ritmo longe do recomendado pelos especialistas para uma prevenção diária e eficiente.
  • Secar bem os pés lidera as preferências: A única prática adotada de forma consistente pela maioria dos participantes, independentemente de gênero ou perfil, foi secar bem os pés após o banho.
  • Diferenças que chamaram a atenção:
    • As mulheres mostraram maior probabilidade de examinar os sapatos antes de calçá-los do que os homens.
    • O hábito de hidratar a pele dos pés teve uma associação estatística significativa entre os participantes de raça/cor amarela.

Por que isso importa?

O resultado do estudo acende um alerta importante: a maioria das pessoas que convivem com diabetes ainda pratica pouco o autocuidado preventivo dos pés. Fatores do dia a dia, desconhecimento ou simples falta de rotina acabam deixando a prevenção em segundo plano.
O “pé diabético” é uma das complicações mais delicadas da condição, mas a boa notícia é que a maioria dos problemas pode ser evitada com hábitos simples. Isso reforça a urgência das ações de educação em saúde na rede pública: orientar, acolher e tirar dúvidas é o caminho principal para transformar o conhecimento em prática diária e proteger a saúde de quem vive com DM.
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