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Usabilidade de Bombas de Infusão e Segurança do Paciente na Terapia Intensiva

A segurança do paciente pode ser definida como o ato de evitar, prevenir e melhorar os resultados adversos associados aos cuidados em saúde, usando métodos baseados em evidências. É um dos assuntos prioritários na área da saúde, devido ao elevado potencial para ocorrência de acidentes, erros e/ou eventos adversos (EA).

Usabilidade de Bombas de Infusão e Segurança do Paciente na Terapia Intensiva

Usabilidade de Bombas de Infusão e Segurança do Paciente na Terapia Intensiva. Foto: Divulgação

Dentre os recursos tecnológicos disponíveis neste cenário de alta complexidade, há as Bombas de Infusão (BI), que, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT [1]), consiste em “um equipamento que se destina à regulação do fluxo de líquidos administrados ao paciente, sob pressão positiva gerada pela bomba, necessária para maior segurança de infusão de drogas dentro de padrões desejados de dosagem, volume e tempo”.

Nessa perspectiva, é possível destacar sua utilização na administração de medicamentos, sendo estes rotineiramente utilizados no contexto hospitalar, considerando suas diversas indicações. Em média, 80% dos pacientes hospitalizados recebem terapia por infusão, sendo esta média ainda maior na Unidade de Terapia Intensiva (UTI [2]). No entanto, seu uso oferece riscos, especialmente quando não utilizados da maneira adequada.

Usabilidade de Bombas de Infusão

Para tanto, surgiu-se o termo denominado “usabilidade”, referindo-se a capacidade de um equipamento ser facilmente utilizado, ou seja, pode ser compreendido como característica do fator humano relacionada à facilidade de uso, efetividade, eficiência e satisfação do profissional, sendo uma preocupação efetiva dos profissionais devido ao controle de risco relacionado aos equipamentos. Nas UTIs além das bombas de infusão convencionais, utilizam-se as bombas inteligentes ou “smart pumps”, que são equipamentos eletrônicos de infusão projetados para reduzir erros humanos durante sua programação. Representam uma transformação nos equipamentos médicos podendo prevenir a ocorrência de erros na administração de medicamentos, principalmente por via intravenosa, aumentando a segurança do paciente e a eficiência do cuidado de enfermagem.

A “smart pump” é uma bomba convencional que incorpora programas de software com sistemas de redução de erro de dose (Dose Error Reduction System – DERS) e bibliotecas de fármacos/drogas/medicamentos, que constitui um conjunto de medicamentos incorporados às bombas, e para cada uma delas se estabelece uma série de parâmetros, como: unidades de dose, concentrações padrões, doses máximas e mínimas; e vazões de infusão.

Para cada fármaco da biblioteca se define os chamados limites relativos, que alertam quando a dose máxima é excedida, e os absolutos, que impedem que o usuário administre uma dose que esteja fora do intervalo predeterminado. Diante destes limites pré-estabelecidos, há uma maior redução na probabilidade de ocorrência de erros na programação e administração de medicamentos em BI.

Cabe destacar que a Enfermagem é a categoria que mais manipula as BI, e, consequentemente é apontada como a que tem maior capacidade de interceptar quando ocorrem erros. Entrementes, não há como garantir que nenhum erro com consequências adversas não aconteça, já que a programação destes dispositivos depende da intervenção humana.

Portanto, o presente estudo teve como objetivo: Identificar nas produções científicas como a usabilidade das Bombas de Infusão pela equipe de enfermagem impacta na segurança do paciente nas Unidades de Terapia Intensiva.

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