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Terapia Comunitária Integrativa no Quadro Depressivo de Adultos

O objetivo deste estudo foi implementar a Terapia Comunitária Integrativa [1] em uma unidade básica de Saúde da Família [2], em adultos de 18 a 59 anos, de ambos os sexos, com diagnóstico de depressão, em uso de fluoxetina, como tratamento complementar ao medicamentoso e avaliar a eficácia da intervenção.

Terapia Comunitária Integrativa no Quadro Depressivo de Adultos

Terapia Comunitária Integrativa no Quadro Depressivo de Adultos. Foto: Divulgação.

Trata-se de um estudo do tipo quali-quantitativo, cujo cenário de investigação foi à região metropolitana do Rio Grande do Sul. Os dados foram coletados a partir do questionário de coleta de dados, Escala de Hamilton (HAM-D21), e Inventário de Depressão de Beck (BDI-II), avaliados antes e após a intervenção (n=20).

O estudo incluiu mulheres com idade entre 40 e 59 anos, predomínio da raça branca (90%), 50% com ensino fundamental incompleto, 85% em tratamento a mais de 1 ano; 75% com histórico de depressão anterior. A intervenção foi organizada em 8 sessões com frequência variável, 2 delas sem participantes; A Temática predominante foi conflitos familiares; nenhum paciente participou de todas as sessões, 50% não compareceram a nenhuma, 25% participaram de 1 a 2 sessões. No grupo participante, 10% participaram de 5 a 6 sessões.

Apesar da baixa adesão à intervenção, 100% das participantes recomendaria a TCI para outras pessoas, ainda que, 50% afirmem que a terapia contribui pouco para a melhora do seu quadro depressivo no período. O apoio emocional relatado durante a terapia foi considerado bom ou ótimo por 100% do grupo. A sintomatologia apresentou redução nos escores após a intervenção; A eficácia avaliada (HAM-D21) não foi atingida e não houve casos de remissão.

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