17/10/2019

Tecnologias Apropriadas ao Processo do Trabalho de Parto Humanizado

Do século XVI ao XVIII as mulheres pariam em casa

Do século XVI ao XVIII as mulheres pariam em casa com a ajuda de parteiras, comadres e curiosas que colaboravam com o nascimento do neonato de maneira não intervencionista. Assim, a gestante era protagonista no processo de parturição. O que possibilitava uma vivência mais intensa. Humana. Afetiva. Familiar e pessoal deste processo.

Com o advento do capitalismo no Brasil ao raiar do século XIX, o surgimento do fórceps e a aceitação da obstetrícia como disciplina técnica, científica e dominada pelo homem, o parto passa a ser identificado como um evento perigoso e patológico para a mulher e o feto, sendo assim essencial a presença do médico no processo de parturição.

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O surgimento das maternidades

Inicialmente os médicos assistiam as parturientes em casa com a participação das parteiras. Contudo, a ideia de risco de vida para a mulher e o recém-nascido nos partos em domicílio era bastante discutida entre os obstetras, gerando, pois, a necessidade da hospitalização da gestante no momento do parto e, por conseguinte, o surgimento das maternidades.

A conquista da realização do parto hospitalizado e a criação de maternidades, tiveram resultados significativos, tais como a redução de óbitos maternos e neonatais, de modo que foram sonegados a individualidade e autonomia das mulheres.




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