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Segurança da Injeção Intramuscular Sem Aspiração na Região Ventro-glútea Durante a Vacinação

A aspiração na injeção intramuscular (IM [1]) consiste em uma técnica realizada no intuito de evitar a inoculação inadvertida de uma vacina ou medicamento diretamente na corrente sanguínea, contudo não existem evidências que justifiquem sua utilização. Ademais, resultados de estudos indicam níveis de dor maiores devido à movimentação e ao maior tempo de permanência da agulha nos tecidos com a realização da aspiração.

Segurança da Injeção Intramuscular Sem Aspiração na Região Ventro-glútea Durante a Vacinação

Segurança da Injeção Intramuscular Sem Aspiração na Região Ventro-glútea Durante a Vacinação. Foto: Divulgação

Administração da vacina

Os locais recomendados para a administração de vacinas [2] não possuem vasos sanguíneos calibrosos e inexistem estudos que relatem quaisquer prejuízos da não aspiração antes da vacinação. Entretanto, os profissionais de enfermagem podem estabelecer barreiras a essa técnica, por se sentirem receosos em ocasionar algum evento adverso no indivíduo vacinado.

Assim, para a mudança na prática do serviço, é imprescindível que as técnicas implementadas tenham segurança e eficácia comprovadas, de modo que não sejam associadas à ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV), um dos principais motivos de recusa ou hesitação vacinal, ainda que autolimitados e leves em comparação à morbimortalidade das doenças evitadas.

Os EAPV podem ser causados por uma ou mais vacinas administradas ou apenas associados temporalmente à vacinação. São reações esperadas e inesperadas que variam conforme a resposta do indivíduo vacinado, efeitos da vacina administrada ou decorrentes de erro profissional na reconstituição, preparação ou administração do imunobiológico.

A comprovação da baixa reatogenicidade e da segurança da vacinação, aliada ao emprego de métodos que diminuam a dor causada pelas injeções sequenciais, pode reduzir a apreensão dos indivíduos e motivar o retorno ao serviço de saúde para continuidade do esquema vacinal, com impacto positivo nas coberturas vacinais e na prevenção das doenças imunopreveníveis.

Diante disso, considerando que a via IM é indicada para a maior parte dos imunobiológicos e a ausência de estudos sobre a injeção sem aspiração durante a vacinação na região ventro-glútea (VG), é pertinente questionar: a não aspiração antes da administração da vacina hepatite A via IM na região VG é segura em relação aos EAPV em comparação à técnica padrão com aspiração? Na perspectiva de testar a hipótese (H0) da técnica sem aspiração, apresentar eventos adversos semelhantes em comparação à técnica convencional com aspiração, e, alternativamente (H1), da técnica de não aspiração, apresentar redução dos EAPVs em relação à técnica convencional.

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