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Saúde Mental Infantojuvenil: Territórios, Políticas e Clínicas de Resistência

A coletânea saúde mental infantojuvenil, oferece um debate atual e oportuno, dedicado a um contingente humano tão negligenciado, essas meninas e meninos e seus sofrimentos.

Diferenças e desigualdades são artificialmente transformadas em doenças, transtornos [1]. Capturados por normas e padrões artificiais, que retiram a vida de cena e criam uma epidemia de diagnósticos de transtornos mentais.

Saúde mental infantojuvenil

A naturalização dos padrões de comportamento, levando à crença generalizada de que se deve agir segundo determinados moldes, é fundante da submissão, do não questionamento, da docilização de corpos e mentes, tão cara e necessária à manutenção da ordem vigente, em todos os tempos. A partir dessa naturalização, está pronto o terreno para afastar/eliminar os que perturbam a ordem. Só faltam os critérios, os rótulos e, mais importante, o grupo a ser investido de poder para julgar e definir punições.

Saúde mental infantojuvenil

A infância sempre foi relegada a um lugar de não importância da Idade Média ao Séc. XVIII. Somente com a modernidade a criança passa ser concebida como indivíduo e então se começa a perceber problemas de desenvolvimento nesses infantes. Entretanto, a questão da Saúde Mental da Infância enquanto um campo de estudos e atenção, somente se inicia no final do Séc. XIX e começo do Séc. XX. Reflexo desse retardo histórico aqui no Brasil é o quanto a saúde mental da infância e juventude tem sido postergada. Jamais a tivemos incluída nas prioridades de atenção de fato, a despeito de alguns esforços isolados expressos em documentos e oficinas.

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