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Representações Sociais Elaboradas por Gestantes Sobre Gravidez, Gravidez de Alto Risco e Hospitalização no Ciclo Gravídico

A gestação é um momento de transformações, marcado por adaptações biológicas, psicológicas, psíquicas e sociais, que determinam a evolução da gravidez. Trata-se de condição limítrofe entre desenvolvimento fisiológico e ocorrência de eventos que representam risco para a saúde da mãe ou do feto. Recorre em 20% a existência de condições clínicas ou clínico-obstétricas, ocasionadas pela gravidez [1] ou pré-existentes agravadas, que complicam a gestação e apresentam maior probabilidade de evolução desfavorável, representando o grupo denominado de alto risco.

Representações Sociais Elaboradas por Gestantes Sobre Gravidez, Gravidez de Alto Risco e Hospitalização no Ciclo Gravídico

Representações Sociais Elaboradas por Gestantes Sobre Gravidez, Gravidez de Alto Risco e Hospitalização no Ciclo Gravídico. Foto: Divulgação.

Comprovou-se estreita relação entre gestação de alto risco e parto prematuro, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino, internações em leitos de terapia intensiva materna, neonatal e morbimortalidade materno-infantil, o que demanda maiores gastos para o setor saúde e impactos no contexto de vida dessas mulheres e seus familiares.

Para além dos indicadores, evidencia-se que mulheres com gestações de alto risco são vulneráveis à fragilidade e à instabilidade emocional, manifestam sentimentos negativos que podem ocasionar sensação de mal-estar, dificuldades de aceitação e exercer efeito sobre a saúde psíquica. Ademais, ao serem encaminhadas para internação hospitalar para vigilância e controle das condições de agravo, passam por uma experiência estressante, sentem-se inseguras e com medo em razão dos riscos a que estão submetidos mãe e feto.

Gravidez de Alto Risco

Alguns estudos sobre gestação de alto risco já abordaram as vivências e percepções, o itinerário terapêutico, o suporte emocional, os diagnósticos de enfermagem [2], porém mesmo com a disseminação desses conhecimentos nas publicações sobre a temática e das propostas do Ministério da Saúde de atenção integral à saúde da mulher, encontram-se limitações para atender algumas demandas das gestantes de alto risco, principalmente aquelas relacionadas ao modo como enfrentam, sentem e dão sentido ao diagnóstico . Assim, existe uma lacuna emergente de estudos para auxiliar enfermeiros e equipes de saúde no acolhimento, na orientação e na oferta de uma assistência qualificada, individual e integral a essas mulheres.

Desse modo, conhecer a dinâmica social da gravidez de alto risco e da hospitalização para as gestantes é de suma importância para os profissionais da saúde, pois pesquisas fundamentadas na Teoria das Representações Sociais oportunizam ampliar a compreensão sobre as pessoas, seus processos de conhecer, seus comportamentos, suas atitudes, suas escolhas e os sentidos atribuídos aos fenômenos sociais contextualizados em sua realidade e ajudam a elaborar um plano de cuidados melhor direcionado para as necessidades de quem se cuida.

A partir deste aporte teórico, busca-se contribuir com a construção de práticas assistenciais abrangentes, que incorporem a compreensão e os significados da gestação de alto risco no contexto hospitalar para as gestantes. Em face disso, o objetivo deste estudo foi apreender as representações sociais de gestantes de alto risco sobre gravidez, gravidez de alto risco e hospitalização durante a gravidez

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