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Representações Sociais da Diabetes Mellitus Entre Pacientes Diabéticos e Profissionais de Saúde

Diabetes Mellitus (DM [1]) é uma síndrome metabólica caracterizada pela prevalência da hiperglicemia [2]. É classificada em dois tipos: tipo 1 quando se tem a deficiência absoluta de hormônio insulina, mais comum na infância e juventude. E tipo 2 quando há deficiência relativa e resistência à insulina, podendo estar relacionada a sobrepeso e obesidade.

Representações Sociais da Diabetes Mellitus Entre Pacientes Diabéticos e Profissionais de Saúde

Representações Sociais da Diabetes Mellitus Entre Pacientes Diabéticos e Profissionais de Saúde. Foto: Divulgação

Em 2015, o Brasil encontrava-se em quarto lugar no ranking mundial de países com maior incidência de casos de DM, num total de 14,3 milhões pessoas vivendo com a doença. O aumento progressivo do número de ocorrências desperta a atenção para as dificuldades encontradas pelos pacientes diabéticos, bem como as complicações da doença e seu caráter degenerativo que ocorre, geralmente em um intervalo de tempo entre cinco e dez anos após sua instauração.

O impacto desta patologia é expresso nas altas taxas de morbimortalidade, com repercussões psicológicas e sequelas físicas. O pé diabético é uma das mais comuns, afetando cerca de 15% dos indivíduos, e o risco de desenvolver úlceras nos pés é de até 25% ao longo da vida. Ainda podem ocorrer as amputações dos membros inferiores, sendo o pé diabético em até 70% dos casos o fator principal de origem não traumática que, consequentemente, traz limitações e induz a diminuição da qualidade de vida do indivíduo.

Representações sociais na Diabetes Mellitus

Estudos sobre representações sociais na Diabetes Mellitus têm se dedicado a investigar a percepção da população acometida por esta doença, com a perspectiva nesse grupo e na exploração de assuntos específicos como complicações da doença e os cuidados com o pé diabético.

A difusão do conhecimento aos diabéticos sobre o seu processo de saúde-doença proporciona compreensão e melhor aceitação da sua nova rotina de medicações, reeducação alimentar e redução da angústia e medo frente à possibilidade de complicações. As representações sociais desses pacientes acerca da DM revelam muito sobre como lidam com a doença e como se percebem diante da situação. E um dos fatores variantes disso são as representações sociais dos profissionais de saúde, considerando o seu maior nível de conhecimento e atentando-se ao fato de serem educadores e facilitadores em todo o processo.

Frente à lacuna de pesquisas desta ótica e a alta prevalência da DM na população e de estudos que abordem a representação social da patologia para os diabéticos e para os profissionais de saúde, este artigo teve como objeto de estudo investigar o que essa enfermidade representa, e identificar as possibilidades de mudanças de conceitos e atitudes relativos à temática.

Assim, este artigo teve como pergunta norteadora “Como as representações sociais da Diabetes Mellitus se apresentam para pessoas com a doença e para os profissionais que cuidam destes?” Orientando o objetivo principal que foi descrever as representações sociais da Diabetes Mellitus para indivíduos diabéticos e para profissionais de saúde que assistem estes pacientes.

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