29/11/2017

Profissionais da Saúde debatem vantagens e desvantagens do parto feito em casa

A gente usa o modelo antigo das parteiras tradicionais, porém com muitos recursos hospitalares.

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A chegada de um filho é certamente um dos momentos mais importantes da vida de uma mulher. Na hora do parto, é importante que a gestante se sinta segura para que tudo corra bem.

Essa atitude de buscar estar em lugar seguro na hora do parto é um comportamento que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) não só defende como incentiva que as grávidas tenham. Com isso, muitas mulheres acabam optando por ter os filhos em casa.

No entanto, o parto domiciliar é um assunto polêmico e que divide opiniões entre a comunidade médica. De acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremego), Aldair Novato, o parto feito em casa oferece riscos para a mãe e para o bebê.

“O parto é uma situação fisiológica da mulher que tem grande potencial de complicação. Quando a complicação se dá para o feto, pode demorar muito tempo até que a assistência chegue se a gestante estiver em casa. Com isso, o bebê pode morrer ou ficar com sequelas. Esse lapso de tempo entre o diagnóstico de sofrimento fetal e a chegada da equipe médica pode não ser suficiente para evitar o óbito”, destaca.

Opinião do profissional de Enfermagem

Já a enfermeira obstetra Paula Ávila Moraes se diz a favor do parto domiciliar. Ela afirma que hoje em dia os recursos hospitalares também são usados nos partos realizados em casa. “A gente usa o modelo antigo das parteiras tradicionais, porém com muitos recursos hospitalares. Para atender os partos, levamos a maioria dos materiais que temos nos hospitais para a casa da gestante. Muitos profissionais por desconhecimento se posicionam contra o parto domiciliar. É um trabalho científico. Nós planejamos tudo. Nós não vamos para o parto às cegas”, ressalta.

O enfermeiro obstetra e membro da Câmara Técnica Saúde da Mulher do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-GO), Diego Vieira, esclarece que o órgão ainda não tem uma posição oficial sobre o parto caseiro. “Nós não temos nenhuma resolução, nenhum parecer escrito com relação ao parto domiciliar planejado. Em Goiás, hoje em dia nós temos apenas duas equipes atuando em partos domiciliares porque a nossa demanda é muito reduzida. Internamente a Câmara manifesta um apoio aos enfermeiros obstetras, profissionais qualificados,que realizam essa prática”, completa.

Confira o Debate completo clicando AQUI.

Fonte: [1]




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