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Prevalência de Sintomas Ansiosos e Depressivos Em Universitários da Área da Saúde

O ingresso no ensino superior [1] proporciona mudanças significativas e complexas no cotidiano de jovens-adultos. A rotina pode se tornar mais intensa, a carga horária de estudos mais elevada, há menor tempo para lazer e descanso e, em algumas vezes, ocorre a privação do convívio familiar.

Prevalência de Sintomas Ansiosos e Depressivos Em Universitários da Área da Saúde

Prevalência de Sintomas Ansiosos e Depressivos Em Universitários da Área da Saúde. Foto: Divulgação.

Além dessas questões, os universitários da área da saúde vivenciam situações propícias à ansiedade. Dentre elas, destacam-se a supervisão dos instrutores nos cenários de estágio, constante exposição a casos de angústia e morte, realização de procedimentos técnicos e o medo de cometer erros durante a assistência.

Tais aspectos podem ser identificados como estressores, uma vez que exigem do acadêmico um repertório comportamental para se organizar e conseguir enfrentar as diferentes demandas. Desta maneira, em indivíduos mal adaptados, podem contribuir no surgimento ou na exacerbação de agravos psicológicos, com ênfase para os transtornos de ansiedade e depressão.

Apontada como um problema de saúde pública, a depressão caracteriza-se por perda de interesse em atividades diárias, alterações do humor, mudanças no padrão de sono e dificuldades cognitivas. Este transtorno é recorrente no ambiente universitário e pode desencadear também episódios de desmotivação, baixa autoestima e insegurança.

Sintomas Ansiosos e Depressivos

A ansiedade [2], por sua vez, é definida como uma reação natural importante de autopreservação que motiva o indivíduo a alcançar suas metas. No entanto, em altos níveis, tem potencial de tornar se patológica, provocando prejuízos à saúde mental e qualidade de vida.

Constitui-se, principalmente, por dores no peito, palpitações, variações no sono, fadiga e falta de concentração. Ademais, a ansiedade pode ser capaz de interferir no comportamento assertivo, bastante relevante para a formação profissional, ocasionando repercussões negativas no próprio ambiente acadêmico.

Estima-se que 15% a 25% dos universitários são afetados por transtornos mentais no decorrer do processo de formação. Assim, o espaço que seria oportuno para a construção do conhecimento transforma-se, por vezes, no principal desencadeador de eventos estressores.

Diante dessa problemática, a pesquisa foi motivada pelo interesse em responder os seguintes questionamentos: qual a prevalência de sintomas ansiosos e depressivos em universitários da área da saúde? Existe associação desses sintomas com as características sociodemográficas, acadêmicas e de hábitos de saúde dos estudantes?

Desse modo, o objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de sintomas ansiosos e depressivos e suas associações com as características sociodemográficas, acadêmicas e de hábitos de saúde em universitários da área da saúde.

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