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Perfil de Idosas que Sofreram Quedas em Uma Instituição de Longa Permanência

O crescimento da população idosa é um fenômeno mundial que especificamente no Brasil vem ocorrendo de modo acelerado e não planejado. O envelhecimento populacional é um dos fenômenos mais notórios dos tempos atuais, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, trazendo consigo repercussões culturais, sociais e políticas.

Queda em idosos

Um dos agravos mais prevalentes, nessa faixa etária, é a ocorrência de quedas que se caracteriza pelo deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade.

A queda em idosos

A queda em idosos [1] é considerada importante problema de saúde pública devido a sua frequência, morbidades associadas e elevado custo social e econômico, sobretudo quando ocasiona aumento da dependência e o início da vida em uma instituição asilar. Sabe-se que o risco de cair aumenta significativamente com o avançar da idade, uma vez que o processo de envelhecimento traz várias alterações anatômicas e fisiológicas, tornando o idoso mais frágil e mais propenso a sofrer quedas. No entanto, cabe destacar que o envelhecimento por si só não é causa de quedas, apesar das alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento favorecerem sua ocorrência.

Os idosos que vivem em asilos [2], casas geriátricas e clínicas apresentam características importantes como aumento de sedentarismo, perda de autonomia e ausência de familiares que, entre outros fatores, contribuem para o aumento das prevalências das morbidades e comorbidades relacionadas à autonomia. Portanto estudos mostraram que a prevalência de quedas é consideravelmente maior em idosos institucionalizados em relação àqueles não institucionalizados. Sabe-se que a incidência anual de quedas varia com a idade, sendo de 28% a 35% e de 32% a 42% entre pessoas com mais de 65 e de 75 anos de idade, respectivamente, chegando a 50% dos idosos em instituições de longa permanência. Entre os idosos que sofreram queda, dois terços terão nova queda no ano subsequente.

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