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Percepções e Ações dos Enfermeiros em Relação ao Racismo Institucional na Saúde Pública

No cotidiano do trabalho, o racismo institucional pode ser encontrado em meio às práticas dos profissionais, das organizações prestadoras de serviço e na saúde pública, apresentando-se em atitudes excludentes, ignorantes e preconceituosas fundamentadas por normas e práticas preestabelecidas e aceitas. Formando barreiras ao acesso da população negra às vantagens e benefícios que lhe são de direito pelas instituições. No âmbito da saúde pública, as evidências da desigualdade colocam em pauta o paradoxo do Sistema Único de Saúde (SUS). o qual 70% dos usuários são pessoas negras e, tais evidências, podem ser constatadas por meio de dados epidemiológicos que apontam elevadas taxas de mortalidade materno-neonatal e violências sofridas por esta população, abalando diretamente a qualidade e a expectativa de vida dos mesmos.

Racismo institucional na saúde pública

Visando a promoção e a garantia da equidade em saúde para a população negra, instituiu-se a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) [1] por meio da portaria n° 992 de 13 de maio de 2009, desdobrando-se sobre as desigualdades com as quais este segmento populacional se encontra ligado frequentemente, assegurando a promoção da igualdade racial e a efetivação da equidade e do acesso ao direito à saúde, enfocando todos os aspectos que envolvem a mesma. Embora isso, os profissionais da equipe de atenção primária à saúde, em seu contexto e compreensão, reforçam a inexistência do racismo, bloqueando as ações do sistema frente a tais situações.

Racismo institucional na saúde pública

Os enfermeiros são parte integrante relevante da saúde pública. Levando-se em consideração todos os aspectos que envolvem a mesma e a efetividade dos princípios do SUS para com a população negra. considera-se importante a compreensão da percepção destes profissionais quanto ao racismo institucional e suas ações frente a tais situações já que, frequentemente, encontram-se envolvidos com a organização dos serviços e possuem maior vínculo com os usuários. A partir disso, pode ser possível oferecer fundamentos que promovam conhecimentos e modificações em suas ações e rotinas [2] ou reforcem aquelas consideradas adequadas, com o intuito de proporcionar cuidado integral e equânime à população negra de forma justa e eficaz.

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