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OMS Exclui Cloroquina de Opções Para Tratar Coronavírus

Além de retirar a hidroxicloroquina do ensaio clínico internacional Solidariedade (Solidarity), a Organização Mundial da Saúde (OMS [1]) excluiu a cloroquina da lista de opções em análise para o tratamento da covid-19. A atualização foi publicada no site da entidade. Apesar de a cloroquina ter sido citada como uma das opções em estudo, porém, ela não foi utilizada nos pacientes dos ensaios clínicos, ao contrário da hidroxicloroquina.

Funcionário conta drogas de prescrição médica. 12/6/2019. REUTERS/Chris Wattie
Foto: Reuters

O projeto Solidariedade estuda medicamentos que podem ser úteis no combate ao novo coronavírus. Nenhum deles tem, até o momento, eficácia comprovada. Com a saída da cloroquina e da hidroxicloroquina, seguem em análise o remdesivir (usado no tratamento do ebola), o lopinavir/ritonavir (HIV) e o interferon beta-1a (esclerose múltipla).

Cloroquina: protocolo de tratamento

“De acordo com o protocolo do estudo inicial, a cloroquina e a hidroxicloroquina foram selecionadas como possíveis drogas a serem testadas no estudo Solidariedade. No entanto, o teste só foi realizado com a hidroxicloroquina. Então, a cloroquina foi removida desta página como uma opção de tratamento listada em estudo”, diz o comunicado na página do Solidariedade.

A suspensão dos ensaios clínicos com a hidroxicloroquina se baseou em um estudo publicado no periódico científico The Lancet [2]. A pesquisa alertou para o aumento do risco de morte em infectados pelo novo coronavírus que tomaram remédios com a substância. O estudo, com mais de 96 mil pacientes internados, também constatou um aumento de casos de arritmia cardíaca associado aos medicamentos.

Além de retirar a hidroxicloroquina do ensaio clínico internacional Solidariedade (Solidarity), a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a cloroquina da lista de opções em análise para o tratamento da covid-19. A atualização foi publicada no site da entidade. Apesar de a cloroquina ter sido citada como uma das opções em estudo, porém, ela não foi utilizada nos pacientes dos ensaios clínicos, ao contrário da hidroxicloroquina.

Projeto Solidariedade

O projeto Solidariedade estuda medicamentos que podem ser úteis no combate ao novo coronavírus. Nenhum deles tem, até o momento, eficácia comprovada. Com a saída da cloroquina e da hidroxicloroquina, seguem em análise o remdesivir (usado no tratamento do ebola), o lopinavir/ritonavir (HIV) e o interferon beta-1a (esclerose múltipla).

“De acordo com o protocolo do estudo inicial, a cloroquina e a hidroxicloroquina foram selecionadas como possíveis drogas a serem testadas no estudo Solidariedade. No entanto, o teste só foi realizado com a hidroxicloroquina. Então, a cloroquina foi removida desta página como uma opção de tratamento listada em estudo”, diz o comunicado na página do Solidariedade.

A suspensão dos ensaios clínicos com a hidroxicloroquina se baseou em um estudo publicado no periódico científico The Lancet. A pesquisa alertou para o aumento do risco de morte em infectados pelo novo coronavírus que tomaram remédios com a substância. O estudo, com mais de 96 mil pacientes internados, também constatou um aumento de casos de arritmia cardíaca associado aos medicamentos.

Interrupção é temporária

A interrupção é temporária, para que a OMS possa analisar os possíveis riscos citados pelo estudo em questão. A depender do resultado dessa análise, os ensaios clínicos com o remédio podem ser retomados, informou Michael Ryan, diretor do programa de emergências da entidade. Nesta quarta-feira, 27, ele reforçou que a organização não aconselha o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, até que se provem eficazes e seguras.

“Esses medicamentos são essenciais para o tratamento de outras doenças, como lúpus e malária. É muito importante que essas pessoas continuem tendo acesso. A preocupação se refere especificamente ao uso para tratamento de pacientes com covid-19. Como já dizemos, não há evidência de que seja eficaz”.

No Brasil, o uso da cloroquina é fortemente encorajado por Jair Bolsonaro, mesmo diante da falta de comprovação científica sobre a eficácia do remédio. Por pressão do presidente, o Ministério da Saúde liberou a droga para todos os pacientes com covid-19 no País, desde os casos mais leves até os mais graves.

Apesar da recomendação oficial para o uso do medicamento, vários Estados ignoraram as novas diretrizes. Na sexta-feira, 23, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) pediu a suspensão imediata das orientações do Ministério da Saúde.

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