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Atuação do Núcleo de Segurança do Paciente no Enfrentamento da COVID-19 Em Uma Unidade Hospitalar

Ressalta-se que em menos de duas décadas as autoridades do mundo inteiro têm enfrentado pela terceira vez uma doença de elevada transmissibilidade, causada por um coronavírus. A primeira epidemia surgiu em 2002-2003, foi causada pela Síndrome Respiratória Grave (SARS), ocasionando cerca de 774 óbitos em 29 países; a segunda originou-se no ano de 2012 pelo coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda do Oriente Médio (MERS-CoV) com 858 óbitos na península arábica; a terceira pandemia, ainda em estudo, destaca-se por haver inconsistências quanto as vias de transmissão do SARS-CoV-2 e principalmente por ter alcançado a taxa de 6,8% de letalidade no Brasil com 9.897 óbitos registrados, sendo, portanto, declarado pela Organização Mundial de Saúde (OMS [1]) como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional no dia 30 de janeiro de 2020.(2,3)Conforme os dados divulgados pela OMS, até o dia 8 de maio de 2020, foram confirmados no mundo 3.759.967 casos da COVID-19 e 259.474 mortes notificadas.

Atuação do Núcleo de Segurança do Paciente no Enfrentamento da COVID-19 Em Uma Unidade Hospitalar

Atuação do Núcleo de Segurança do Paciente no Enfrentamento da COVID-19 Em Uma Unidade Hospitalar.

A partir de então à COVID-19 [2] tem-se tornado um importante desafio para a saúde mundial devido a potencial capacidade de sua rápida disseminação no mundo inteiro. Apesar dos impactos advindos da pandemia em curso, encontra-se a oportunidade de promover a reflexão acerca da saúde, principalmente do Sistema Único de Saúde (SUS [3]) brasileiro, a fim de avaliar e compreender suas necessidades e assim intervir quanto ao aperfeiçoamento de tal sistema, para se alcançar a melhoria na qualidade da assistência ofertada.

Nesse contexto, torna-se necessária a implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente na instituição hospitalar, ações essas que devem ser desempenhadas pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), instância prevista na Portaria MS/GM no 529/2013 e na RDC no 36/2013 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA, responsáveis por monitorar, promover a prevenção e a diminuição do número de eventos adversos na instituição, apoiarem a diretoria quanto às ações preventivas e educar a equipe de saúde, além de desenvolver a qualidade de atendimento ao paciente. Os NSP devem, antes de tudo, atuar como articuladores e incentivadores das demais instâncias do hospital que gerenciam riscos e ações de qualidade, promovendo complementaridade e sinergias neste âmbito.

Dessa forma, o objetivo deste estudo é descrever a experiência vivenciada pelo Núcleo de Segurança do Paciente no enfrentamento da COVID-19 em uma unidade hospitalar, uma vez que a atuação articulada do NSP é imprescindível para o controle e diminuição da proliferação do vírus na sociedade.

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