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Manual de Simulação Clínica para Profissionais de Enfermagem

A segurança do paciente [1] é um dos grandes desafios que as organizações de saúde enfrentam e que afeta todos os países, independente do nível de desenvolvimento. Refletir sobre os processos de trabalho na área da saúde e do ensino de novos profissionais, bem como estratégias de redução da incidência de eventos adversos para garantia da segurança de pacientes e de profissionais nos serviços de saúde, é essencial e prioritário.

Manual de Simulação Clínica para Profissionais de Enfermagem

Manual de Simulação Clínica para Profissionais de Enfermagem

Atendendo a esta demanda, as instituições, tanto de educação quanto de saúde, têm se preocupado e se aperfeiçoado em desenvolver estratégias de ensino-aprendizagem no sentido de oferecer uma assistência mais segura a todos os envolvidos. Uma das propostas utilizadas na formação e treinamento dos profissionais na área da saúde é a simulação clínica que possibilita garantir a segurança dos pacientes e o desenvolvimento de habilidades técnicas e não técnicas dos participantes.

Simulação Clínica

A simulação clínica é uma estratégia pedagógica orientada pela aprendizagem experiencial que busca garantir o desenvolvimento de competências necessárias para assistir aos pacientes de modo seguro, uma vez que o processo de ensino-aprendizagem não expõe os envolvidos a riscos desnecessários. Sob a perspectiva clínica, a simulação pode ser conceituada como uma metodologia ativa, que emprega o uso de simuladores para a reprodução de tarefas clínicas, de uma forma estruturada e em ambiente controlado, que replica cenários próximos ao contexto real.

Este tipo de estratégia tem sido cada vez mais utilizado na formação do enfermeiro, o que tem despertado o interesse em sua aplicabilidade não apenas como metodologia de ensino, mas, sobretudo, na sua eficácia nos resultados, uma vez que promove a aprendizagem efetiva dos participantes. Entretanto, para o alcance de uma aprendizagem significativa, faz-se necessário o cumprimento de etapas e dos critérios de boas práticas em simulação.

A International Nursing Association [2] for Clinical Simulation and Learning (INACSL) é uma associação que visa melhorar a segurança do paciente por meio da excelência em simulação de cuidados em saúde. Em 2011, essa associação publicou os “Padrões para as Melhores Práticas em Simulação” a partir das melhores evidências científicas com o objetivo de subsidiar as decisões e ações definidas por valores compartilhados, crenças e princípios para o alcance dos objetivos e resultados da aprendizagem baseada em simulação. Esses padrões foram revistos em anos posteriores, sendo que a terceira e última edição foi publicada em 2016 e traduzida para a língua portuguesa.

Normas e padrões

As normas/padrões de práticas recomendadas pela INACSL fornecem a base da prática baseada em evidência no ensino, assistência e pesquisa, essenciais para promover a estratégia simulada, padronizar a terminologia, aprimorar sua implementação para melhorar a educação, aumentar a segurança do paciente e reduzir a variabilidade nas experiências de simulação. Além disso, sua implementação pode aumentar a confiabilidade da estratégia simulada, incluindo a apresentação de um cenário consistente.

Dessa forma, as “Normas para as Melhores Práticas em Simulação” de 2016 incluem um modelo para construção de experiência baseada em simulação que estabelece os seguintes elementos-chave distribuídos em oito capítulos: design da simulação, resultados e objetivos, facilitação, debriefing, avaliação do participante, integridade profissional, educação interprofissional aprimorada por simulação e glossário de simulação.

Cada capítulo dessas normas inclui a declaração descritiva e/ou justificativa que destaca a importância do conteúdo, os resultado(s) pretendido(s), os critérios necessários para atender a referida norma/ padrão, incluindo os elementos exigidos e as referências que embasaram cada documento.

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