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Manual de Rede de Frio

Desde a edição do que poderíamos chamar do primeiro manual de rede de frio – o livreto O refrigerador na conservação de vacinas – editado pela Fundação Serviços de Saúde Pública, do Ministério da Saúde, em 1979, lá se vão 34 anos de muitos avanços na rede de frio de imunobiológicos, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações [1] (PNI). Cursos foram promovidos e manuais foram editados tendo como foco toda a complexidade da rede de frio, sempre na perspectiva de estabelecer um referencial teórico e operacional capaz de fomentar o mínimo de unidade de procedimentos, fundamental para garantir um dos aspectos mais importantes na qualidade e segurança de vacinas e soros, desde o laboratório produtor até o momento em que o produto é ofertado à população brasileira, na sala de vacinação ou em operações de campo.

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É, portanto, com satisfação que apresentamos esta nova edição do Manual de Rede de Frio, resultado de um trabalho cooperativo realizado entre a esfera nacional do PNI, coordenações e técnicos das secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O seu conteúdo contempla recomendações inerentes a todos os níveis da Rede de Frio, no recebimento e armazenamento dos produtos, na distribuição e transporte para e entre as diferentes esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), e recomendações de boas práticas, referenciadas nas normas da Vigilância Sanitária, as orientações técnicas da Organização Mundial da Saúde (OMS [2]) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em uma abordagem inovadora, foram incorporados ao Manual os fundamentos e orientações relacionados ao planejamento arquitetônico e de engenharia, voltados à construção, reforma e ampliação das estruturas das Centrais da Rede de Frio em âmbito estadual, regional e municipal, em conformidade com a necessidade e a realidade no tocante ao armazenamento de imunobiológico nas condições preconizadas.

De forma mais específica, este Manual está estruturado em cinco capítulos, distribuídos em duas partes. A primeira parte aborda especificamente a Rede de Frio em quatro capítulos.

Na segunda parte são focalizadas as orientações técnicas para o planejamento arquitetônico e de engenharia de Centrais de Rede de Frio. As informações encontram-se organizadas no Capítulo V
no qual são destacados os aspectos relacionados à organização estrutural, físico-funcional, fluxos e terminologias aplicáveis à rede.

Com este instrumento de referência para a Rede de Frio de imunobiológicos, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, reafirma o seu compromisso com a qualidade das
respostas aos desafios impostos ao controle, eliminação ou erradicação das doenças imunopreveníveis no Brasil.

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