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Manual do Pé Diabético: Estratégias Para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica

O Pé Diabético está entre as complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e suas consequências podem ser dramáticas para a vida do indivíduo, desde feridas crônicas e infecções até amputações de membros inferiores. O exame periódico dos pés propicia a identificação precoce e o tratamento oportuno das alterações encontradas, possibilitando assim a prevenção de um número expressivo de complicações do Pé Diabético.

Manual do pé diabético

Chama a atenção que ocorrências geralmente evitáveis constem, ainda hoje, entre as mais frequentes complicações de saúde causadas pelo DM, mesmo num contexto de expansão da oferta de serviços de saúde e de maior ênfase no cuidado ao usuário com doenças crônicas, a partir de estratégias como a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas e do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica (Pmaq-AB), por exemplo.

Pé diabético

Diabetes Mellitus [1] é um problema de saúde comum na população brasileira e sua prevalência que, no ano de 2013. Em duas pesquisas nacionais, alcançou as marcas de 6,2% (Pesquisa Nacional de Saúde 2013) e 6,9% (VIGITEL 2013) – vem aumentando nos últimos anos (BRASIL, 2013; 2014a; 2014b). Entre as  complicações crônicas do DM, a ulceração e a amputação de extremidades – complicações estas do Pé Diabético [2] – são algumas das mais graves e de maior impacto socioeconômico, sendo, infelizmente, ainda frequentes na nossa população.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde apontam que 47% dos usuários diabéticos referem ter recebido assistência médica. Nos  últimos 12 meses. Em Unidades Básicas de Saúde (UBS). E 29% em consultórios particulares ou clínicas privadas. Isso significa que o acesso de usuários diabéticos aos serviços de saúde. Sejam eles públicos ou privados. Não necessariamente garante uma atenção de qualidade, não sendo isso suficiente para a prevenção de complicações do DM. A pesquisa aponta. Ainda, que 5% dos usuários com diagnóstico de DM há menos de dez anos e 5,8% dos usuários com diagnóstico de DM há mais de dez anos apresentam feridas nos pés. A amputação de membros ocorre em 0,7% e 2,4% desses usuários, respectivamente, um percentual bastante significativo. Considerando a amputação uma complicação irreversível com implicações físicas, mentais e sociais extremas (BRASIL, 2014).

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