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Lúpus Eritematoso Sistêmico

Por volta de 1851, o médico francês Pierre Cazenave, constatou em várias pessoas a presença de lesões avermelhadas na face estendendo-se ao nariz e às bochechas causando “feridinhas”. Comparouas com mordidas de lobo, dando à doença o nome de lúpus eritematoso (lúpus = lobo em latim, eritematoso = vermelho em grego). Em 1895, o médico canadense, Sir William Osler, caracterizou a patologia, demonstrando o envolvimento de vários tecidos do corpo e adicionou a palavra “sistêmica” ao nome da doença, nomeando-a de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES [1]).

Lupus-Eritematoso-Sistemico

Lúpus Eritematoso Sistêmico

É uma doença inflamatória crônica que acomete principalmente o tecido conjuntivo, de causa desconhecida e de natureza autoimune, que pode expressar-se de maneira multissistêmica, caracterizada pela presença de diversos tipos de auto-anticorpos. Evolui com manifestações clínicas polimórficas, com períodos oscilantes de exacerbações e remissões.

Neste contexto, fez-se uma revisão bibliográfica sobre o LES. Descreveram-se a fisiopatologia, etiopatogenia, fatores de risco, agentes químicos indutores, epidemiologia, prevalência na família, anticoncepção durante o tratamento do LES, terapia de reposição hormonal, critérios para diagnóstico, exames imunológicos, tratamento não farmacológico e farmacológico do LES.

Não existe um programa de tratamento igual para todos os pacientes, sendo considerado o grau de evolução da doença bem como as queixas de cada paciente. Existem poucas informações na literatura sobre o tratamento não farmacológico e farmacológico do LES, bem como a respeito dos mecanismos das reações adversas observadas durante o tratamento do LES que possam explicar os sinais e sintomas da doença. São necessários mais estudos para que o profissional de saúde possa obter informações e conhecimento, a fim de contribuir para uma melhor qualidade de vida do paciente portador de LES.

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