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Nível de Agudização, Gravidade e Intensidade do Cuidado de Adultos e Idosos na Admissão em Unidade de Terapia Intensiva

A demanda por Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tem crescido à medida que o número de pessoas que necessitam de cuidados críticos também aumenta. Vários fatores contribuem para esse aumento, como o envelhecimento populacional e os avanços tecnológicos que favorecem a ocorrência de abordagens terapêuticas associadas a maior risco de complicações. Entre os anos de 2001 e 2008, foi estimado um aumento de 5,6% ao ano na taxa de admissão em UTI [1], entre idosos, indicando não só o aumento na ocupação mas a alteração de perfil.
Intensidade do atendimento

Intensidade do atendimento

Diante das alterações epidemiológicas da população e com o maior acesso a leitos de terapia intensiva, respeitando os critérios de admissão nessas unidades , há que se entender o perfil dos pacientes admitidos em UTI. Embora já descrito em alguns estudos, esse perfil é dinâmico por definição, na medida em que acompanha as transições populacionais, e necessita de constante atualização. A caracterização do perfil de pacientes em UTI auxilia na construção de políticas públicas de saúde [2] e na elaboração de ações que possam melhorar o cuidado de pacientes gravemente enfermos. Objetivando a redução de morbimortalidade, de incapacidades e de custos relacionados à assistência em saúde. O entendimento sobre quem é o paciente que necessita de cuidados críticos é relevante. Pois implica diretamente a triagem, o processo de tomada de decisão clínica e gerencial e o cuidado clínico avançado.
Em sendo a UTI o local destinado ao cuidado de pacientes que apresentam ou poderão apresentar algum grau de disfunção orgânica. É esperado que a gravidade desses pacientes seja muito maior do que aquela observada em pacientes nas enfermarias. Assim a maior gravidade foi previamente descrita como associada à maior mortalidade em UTI.
Além da constante necessidade de revisitação do perfil epidemiológico de adultos e idosos em UTI. Até o momento nenhum estudo identificou preditores de gravidade admissional específicos para adultos e idosos. Adultos e idosos possuem características diferenciadas, as quais devem ser consideradas durante a assistência, objetivando a segurança do paciente. O conhecimento sobre quais são as condições pré-mórbidas que estão associadas à maior gravidade pode nortear a prática clínica na direção da recuperação do paciente. Já que o resultado da assistência depende também de fatores identificados na admissão.
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