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A Inserção da Enfermeira Obstétrica na Assistência Hospitalar ao Parto

O parto hospitalar e centrado na figura do médico obstetra (MO) é predominante no Brasil. Neste cenário de influência biologicista, o parto é interpretado como evento de risco, que implica frequentemente na tentativa de regulação e controle por parte dos médicos, levando ao uso intensivo de tecnologia com diversas e consecutivas intervenções.

A Inserção da Enfermeira Obstétrica na Assistência Hospitalar ao Parto

A Inserção da Enfermeira Obstétrica na Assistência Hospitalar ao Parto. Foto: Divulgação

Enfermeira Obstétrica

Com o propósito de romper com este prevalecente modelo assistencial, as ações governamentais, como a Rede Cegonha, têm valorizado a inserção da enfermeira obstétrica (EO [1]) nas equipes hospitalares, apostando na sua colaboração para o estabelecimento de um equilíbrio entre as intervenções necessárias e o processo fisiológico da parturição.

Em consonância com as diretrizes do Ministério da Saúde (MS [2]), a maternidade do hospital em estudo, que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde, reestruturou seu atendimento no ano de 2004, articulando todos os serviços envolvidos na assistência materno-infantil, seguindo a lógica de Linha de Cuidado. Desde então, diversas práticas relacionadas aos direitos da mulher e ao cuidado humanizado
foram modificadas ou agregadas.

Nesta perspectiva da nova forma de organizar os processos de trabalho, ditada especialmente pelas preconizações da Rede Cegonha, criou-se um ambiente favorável para que as EO atuantes no Centro Obstétrico (CO) da Instituição exerçam seu papel de maneira mais completa e autônoma.

Neste sentido, estas profissionais, que até então nunca tiveram a oportunidade de acompanhar efetivamente o parto, começaram a assumir essa atividade de forma compartilhada com a equipe médica.

A participação da EO, assim como as propostas de transformação das práticas na assistência ao parto, tem sido marcada por mudanças para um modelo menos intervencionista.

Nesse contexto, o estudo buscou conhecer junto às EO a vivência de estar assumindo o acompanhamento do parto num cenário tradicionalmente médico.

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