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Inquérito Sobre Parto, Nascimento e Perdas Fetais Tem Participação da Enfermagem

Professoras da Escola de Enfermagem da UFMG participam da segunda edição do estudo Nascer no Brasil [1], que vai estimar a prevalência de fatores de risco durante a gestação, avaliar a assistência pré-natal, ao parto e nos casos de perdas fetais, e verificar seus fatores associados.

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Estimar a prevalência de fatores de risco durante a gestação é um dos objetivos do estudo
Pedro Ventura | Agência Brasília

Serão acompanhadas 24.255 mulheres que acionarem o sistema de saúde para o parto ou por perda fetal precoce, em 465 maternidades públicas e privadas de todo o Brasil. Em Minas Gerais, o estudo vai abranger 34 maternidades, sob a coordenação das professoras Nágela Santos e Eunice Martins, do Departamento de Enfermagem Maternoinfantil e Saúde Pública [2].

O estudo terá uma etapa hospitalar, durante a internação, e outras duas etapas de acompanhamento remoto: a primeira, até 60 dias após o parto ou perda fetal, e a segunda, após 120 dias da intervenção médica. Também serão investigados temas como morbimortalidade materna e perinatal, covid-19 na gestação e transtornos emocionais paternos.

“Iniciaremos o trabalho de campo pela coleta de prontuários para os estudos de mortalidade materna, morbidade materna grave, near miss materno [quando uma mulher sobrevive por pouco a um problema na gravidez, no parto ou após o parto] e mortalidade perinatal”, detalha Nágela Santos.

Nascer no Brasil

Entre os anos de 2011 e 2012, foi realizada a primeira edição da pesquisa Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre o parto e o nascimento [3], que acompanhou 23.894 mulheres e seus bebês em estabelecimentos de saúde conveniados ao SUS e privados. Foram coletados dados em 266 hospitais de 191 municípios.

A pesquisa revelou que, no setor privado, a proporção de cesarianas chegava a 88% dos nascimentos, enquanto no setor público era de 46%. A OMS recomenda que as cesarianas não excedam 15% do total de partos, já que estudos internacionais vêm demonstrando os riscos para a saúde da mãe e do bebê.

O estudo é financiado pelo Ministério da Saúde e coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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