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Habilidade Empática e Seu Aprendizado em Graduandos de Enfermagem

A Enfermagem moderna estabelecida a partir dos preceitos teóricos e epistemológicos de Florence Nightingale [1], com foco na técnica e na ciência, definiu uma nova práxis de cuidado com base no ambiente, na pessoa e nas condições de saúde. Para tal, os profissionais deveriam basear suas práticas em princípios e normas, que em conjunto com a formação acabaram por definir a Enfermagem enquanto profissão, com reconhecimento social, legal e institucional em diversos países.

Habilidade Empática e Seu Aprendizado em Graduandos de Enfermagem

Habilidade Empática e Seu Aprendizado em Graduandos de Enfermagem. Foto: Divulgação

A arte do cuidado ganha novas definições e a Enfermagem como profissão deixa de ser apenas a repetição de atividades e o cumprimento de tarefas, caracterizando-se por um trabalho pluralizado e complexo, exigindo do enfermeiro conhecimentos diversos e um grande autoconhecimento, maturidade e estabilidade emocional, com ética e respeito às crenças, valores e culturas, para que a empatia com seu cliente ocorra a partir de um encontro afetivo, carregado de subjetividade, oportunizando uma dialética entre cuidador e sujeito de cuidado.

O elemento cognitivo da empatia pode-se caracterizar pela capacidade de deduzir os sentimentos e pensamentos de outro, sem a necessidade de experimentá-los. Esta é uma perspectiva que envolve sentimentos neutros e imparciais do sujeito que está exercendo a empatia e tem sido nomeado de tomada de perspectiva. Já na empatia afetiva, é possível vivenciar sentimentos de compaixão, preocupação e simpatia com o bem-estar do outro. Este componente não tem implicância necessária em experimentar os mesmos sentimentos do outro, mas sim entender o que este está sentindo ou sentir uma espécie de afeto, que está relacionado à situação em que o outro se encontra mais do que para a situação em si.

Habilidade empática em estudantes de Enfermagem

O conceito da empatia na área da saúde pode ter diversas variáveis, emocionais e cognitivas. Pode-se compreender empatia como a capacidade de ouvir, compreender e compadecer-se ao colocar-se no lugar do outro. Após o reconhecimento do sentimento do outro, é necessário auxiliá-lo. Este tipo de empatia é denominado de comportamental e pode incluir comportamentos verbais ou não verbais. A empatia comportamental é fundamental para que o cliente se sinta completamente compreendido durante o processo de cuidar, favorecendo o relacionamento entre este e o enfermeiro.

Destarte, a formação do enfermeiro tem como finalidade o preparo do profissional para a realização de competências e habilidades voltadas para a atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração e gerenciamento e a educação permanente. Pois, a Enfermagem não é apenas uma ciência focada na saúde numa perspectiva biológica, mas no humanismo6, o que exige um ensino baseado em competências socioemocionais, para a transformação social da profissão e das atitudes de cada profissional durante o processo saúde doença-cuidado.

A prática da Enfermagem [2] tem efeitos muito importantes quando o profissional demonstra empatia, por esta influenciar fortemente a relação cliente-enfermeiro. Presume-se que esta relação terapêutica seja traduzida em comportamentos de melhor cuidado como atenção, escuta e sentimentos de ajuda. Contribuindo para mais assertividade nos diversos e adversos momentos de cuidado que circundam desde o nascimento até as condições extremas de sofrimento, dor, doença e a morte.

Considerando a empatia uma habilidade essencial e que influencia diretamente nas relações e na subjetividade envolta ao processo de cuidar da Enfermagem, este estudo tem como objetivo buscar evidências disponíveis na literatura sobre como é abordada a empatia/habilidade empática com estudantes de Enfermagem.

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