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Fatores Intervenientes no Cuidado de Idosos Domiciliados: Análises de Enfermeiros da Atenção Primária à Saúde

Dentro do sistema de saúde brasileiro, a Atenção Primária à Saúde (APS [1]) possui grande relevância, tendo em vista que este nível de atenção representa cuidados essenciais baseados em tecnologias fundamentadas cientificamente e socialmente. Os cuidados de saúde primários possuem ações de saúde voltadas para o campo individual e coletivo, que abrangem a promoção e proteção da saúde, diagnóstico, tratamento, reabilitação e redução de danos, sendo parte integrante do sistema de saúde do país.

Fatores Intervenientes no Cuidado de Idosos Domiciliados: Análises de Enfermeiros da Atenção Primária à Saúde

Fatores Intervenientes no Cuidado de Idosos Domiciliados: Análises de Enfermeiros da Atenção Primária à Saúde. Foto: Divulgação.

Dentre os profissionais que integram a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF [2]) na APS está o enfermeiro desempenhando atividades gerenciais, clínico-assistenciais e educativas conforme à realidade social, econômica, cultural e ambiental de cada família e comunidade. Tais atribuições estão dispostas na Portaria Ministerial nº 2.436 de 2017 que aprovou a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) em consonância com a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem (Lei nº 7.498 de 86).

Uma das funções primordiais do enfermeiro da APS é a prestação do cuidado no domicilio, que vem sendo considerado importante para a melhoria da qualidade de vida, sobretudo dos idosos que apresentam maiores dificuldades no autocuidado. Isso acontece porque o processo de envelhecimento manifesta mudanças gradativas na vida da pessoa idosa das quais são reflexos dos anos vividos e acabam por repercutir na estrutura física e psicológica do idoso, delimitando, assim, algumas funções.

Nesse contexto, a atuação do enfermeiro na APS tem intuito de fornecer aos idosos e sua rede de apoio social, incluindo familiares e cuidadores (quando existentes), atenção integral e humanizada com orientação, vigilância e apoio doméstico, com relação às culturas locais, à diversidade e ao envelhecimento.

Cuidado de idosos domiciliados

Sabe-se que o envelhecimento populacional é um fenômeno cada vez mais expansivo no mundo e vem crescendo consideravelmente em países em desenvolvimento como o Brasil. Com isso, muitas políticas públicas voltadas para a pessoa idosa surgiram para contribuir com essa ideia de visão integral do ser, com o objetivo de ofertar uma melhor qualidade de vida para este grupo social, garantindo o acesso à saúde, incentivando sua autonomia e independência, e protegendo-o de negligências e violências.

Por mais que diante desse âmbito tenham ocorrido melhorias, o enfermeiro encontra diferentes implicações na prestação dos cuidados ao idoso domiciliado que podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida, especialmente para aqueles dependentes de cuidados, nos quais estes desafios enfrentados são diversos e complexos, exigindo uma articulação interprofissional e intersetorial eficaz para a ampliação da resolubilidade.

Com base nas dimensões contextuais postas, os conhecimentos presentes neste estudo são conduzidos pelo seguinte objetivo: analisar os fatores que interferem no cuidado produzido por enfermeiros da atenção primária a saúde aos idosos domiciliados.

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