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A Família Mediante Hospitalizações em Unidade de Terapia Intensiva

Historicamente, o modelo de atenção à saúde de cuidados ao paciente crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI [1]) teve seus primórdios com Florence Nightingale [2], no Século XIX na Guerra da Crimeia, se baseou nos conceitos de triagem e vigilância contínua, ao separar os doentes mais graves como fator determinante no processo de cuidar.

A Família Mediante Hospitalizações em Unidade de Terapia Intensiva

A Família Mediante Hospitalizações em Unidade de Terapia Intensiva. Foto: Divulgação

A primeira UTI foi criada em 1926 em Boston, Estados Unidos, ao passo que no Brasil, foram instaladas na década de 70, com a finalidade de assistir pacientes graves e instáveis, requerendo a disponibilidade de estrutura própria, com provisão de aparato tecnológico para monitorização continua e suporte das funções vitais, o que requer recursos humanos qualificados para o desenvolvimento da assistência com segurança.

A UTI é caracterizada como um dos setores hospitalares destinados a assistência especializada de pacientes graves e descompensados, uma vez que estes se encontram ameaçados por doenças ou condições clínicas que causam instabilidade. Ademais a UTI é uma unidade em que
o risco de morte é frequente, onde há um grande número de procedimentos invasivos.

Hospitalizações em Unidade de Terapia Intensiva

Devido à complexidade das ações e dos procedimentos envolvidos nesse ambiente, as UTI têm sido classificadas como um setor complexo e de difícil ambientação para os pacientes assim como seus familiares. Cabe ressaltar que as características hostis do ambiente, a restrição do horário de visita, a imprevisão do que pode ocorrer, o medo da morte e a falta de privacidade, se configuram como situações desencadeadoras de ansiedade e stress.

Ao conceber a doença nos filhos como fator gerador de ansiedade e preocupações, direcionar o foco de cuidado também para a família, tem se tornado uma evidência crescente na investigação e na prática da enfermagem [3].

Diante do processo de internação de pacientes na UTI, a equipe multiprofissional atuante neste setor possui grande responsabilidade na assistência a vida dos internos, visto que quando se trata da família, existem práticas adequadas para diminuir o turbilhão de sentimentos causados pela condição clínica de seu familiar.

Nesta perspectiva, o presente estudo buscou dar voz a uma família que vivenciou hospitalizações de familiares em UTI e tenta compreender a repercussão ocasionada na família decorrente da hospitalização de seus membros através das questões: Como a família vivencia a experiência de internações de entes na UTI? Qual o impacto vivenciado pela família mediante hospitalizações em UTI?

Em vista disso, o presente estudo teve por objetivo compreender a experiência de uma família que vivenciou internações em UTI.

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