25/01/2019

Segundo Pesquisa, Exercícios Podem Prevenir o Alzheimer

Brasileiros em parceria com cientistas estrangeiros, analisaram os efeitos neurais gerados pelos exercícios físicos para combater o Alzheimer.

Autor: Vilhena Soares

O Alzheimer é uma das doenças que mais assustam as pessoas devido aos danos irreversíveis à memória. Em busca de maneiras de tratar essa enfermidade neurodegenerativa com alta incidência em idosos, pesquisadores brasileiros, em parceria com cientistas estrangeiros, resolveram analisar os efeitos neurais gerados pelos exercícios físicos. Em  experimentos com ratos, a equipe notou que o aumento, pelos músculos, da liberação do hormônio irisina está ligado a esse benefício, e que essa mesma substância também é produzida pelo cérebro. As descobertas foram publicadas na última edição da revista especializada Nature Medicine.

Foto: Thiago Fagundes/CB/D.A Press

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Prevenção do Alzheimer

Os estudos feitos na Universidade de Harvard, mostraram que o hormônio irisina liberado durante a prática de atividades físicas melhora os sintomas do diabetes tipo 2. Indivíduos com essa doença metabólica apresentam mais riscos de terem Alzheimer. Pesquisas anteriores também sinalizaram relação entre memória mais eficiente e prática de exercícios.

“Eles têm sido mostrados como indutores da memória e propostos como uma abordagem para reduzir o risco de Alzheimer”.

Os investigadores analisaram ratos manipulados para ter Alzheimer em duas condições. Enquanto produziam irisina ao realizar exercícios físicos ou após receberem doses regulares do hormônio. Os do primeiro grupo foram analisados enquanto nadavam uma hora por dia, durante cinco semanas. A equipe identificou que a atividade aumentou a concentração de irisina e tornou os animais mais aptos a aprenderem.

No grupo de camundongos que recebeu doses regulares do hormônio. Percebeu-se que o procedimento conseguiu reverter a perda de memória causada pela doença neurodegenerativa. “A irisina não é uma causa provável de comprometimento cognitivo precoce na doença de Alzheimer. Mas pode contribuir para a perda de memória”, ressaltam.

O grupo também sabia que há menos irisina no cérebro de pessoas com Alzheimer.  Análises do post-mortem de tecido cerebral e de liquor de pacientes vivos levaram a essa conclusão. A condição foi confirmada no novo experimento com roedores. “Os níveis reduzidos de irisina no cérebro de pacientes e em modelos animais apoiam a ideia de que a sinalização hormonal cerebral está relacionada à formação da memória”, destacam.

Tipos variados de exercícios

Não é preciso definir quantos exercícios físicos devem ser praticados ao longo da vida para prevenir a ocorrência do Alzheimer. Mas os cientistas acreditam que as atividades podem ser variadas. Outra aposta é que as constatações atuais poderão ajudar no combate à doença que tem preocupado cada vez mais.

A incidência de Alzheimer, a forma mais comum de demência em indivíduos mais velhos, está aumentando à medida que a população mundial envelhece. Atualmente, não há tratamento efetivo para essa enfermidade, e esforços notáveis têm sido destinados a desenvolver estratégias para combater os mecanismos que levam ao dano neuronal.

A equipe também não descarta a criação de uma droga contra a doença. Os medicamentos atuais ajudam a mascarar os sintomas do Alzheimer, mas não tratam a doença subjacente ou retardam sua progressão.

Fonte: [1]




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