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Estratégias Defensivas Utilizadas pela Enfermagem Frente à Morte em Terapia Intensiva Pediátrica

A morte em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, faz parte do cotidiano de trabalho e, em muitos momentos, é um evento esperado pelos profissionais enfermeiros. Porém, apesar da experiência profissional e do tempo de trabalho na unidade, os enfermeiros podem ter dificuldade em atuar frente a estas situações. Além disso, essas experiências no podem interferir na vida social e emocional do trabalhador, pois trazem consigo diversos sentimentos de sobrecarga e sofrimento.

Estratégias Defensivas Utilizadas pela Enfermagem Frente à Morte em Terapia Intensiva Pediátrica

Estratégias Defensivas Utilizadas pela Enfermagem Frente à Morte em Terapia Intensiva Pediátrica.

O fato de a morte estar presente no cotidiano dos profissionais da saúde, não faz com que esta seja um processo simples, banalizado ou menosprezado. Toda perda trás consigo sentimentos de frustração, tristeza e luto. A morte de uma criança reveste-se – inevitavelmente – de conotação trágica, perante a qual a sobrevida constitui o objetivo primeiro da equipe de assistência, tendo em vista a alta capacidade de recuperação dos pacientes pediátricos.

Morte em terapia intensiva pediátrica

A forma como as pessoas encaram a morte vem sofrendo transformações, ao longo do tempo. A morte é um enigma da alma e da vida, e para as pessoas entenderem o processo e as representações dos indivíduos sobre a morte significaria, talvez, entender o conceito da vida. Na atualidade, é vista como tabu, tendo sido transferida, com o passar dos séculos, do ambiente doméstico para o hospitalar. Sob este contexto, a morte deixou de ser vista como um acontecimento natural, passando a ser encarada como algo frio e indesejado.

Estratégias defensivas são definidas, de acordo com a Psicodinâmica do trabalho, como uma série de processos psíquicos que podem contribuir na luta contra a ameaça de descompensação. São elaboradas diante do sofrimento no trabalho, da angústia e da insatisfação, de maneira que o sofrimento não se torna imediatamente identificável, fica disfarçado e pode assumir formas específicas conforme a profissão. As estratégias de defesa estabilizam o trabalhador a ponto de o sofrimento tornar-se suportável e o trabalho possível. À medida que essa estabilidade é rompida, o sofrimento não é mais contornável e a patologia surge.

Diante de tais questionamentos tem-se o objetivo de conhecer as estratégias defensivas utilizadas por trabalhadores de enfermagem para minimizar o sofrimento advindo da morte de crianças hospitalizadas.

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