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Desafios da Assistenciais de Enfermagem em Cuidados Paliativos

Os Cuidados Paliativos [1] (CPs) foram idealizados para proporcionar conforto, bem-estar e suporte aos pacientes em fase terminal e seus familiares. Essa especialidade partiu do movimento hospice, que tem como filosofia o cuidado direcionado as pessoas que estão passando pela fase final da vida, pelo progresso incurável de alguma patologia ou o processo natural de envelhecimento.

Desafios da Assistenciais de Enfermagem em Cuidados Paliativos

Desafios da Assistenciais de Enfermagem em Cuidados Paliativos. Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS [2]) define os CPs como uma prática assistência para melhorar a qualidade de vida das pessoas com enfermidade sem cura ou uma doença com evolução incurável e dos familiares. Por meio de uma avaliação, identificando de forma precoce e tratando rigorosamente é possível aliviar não somente a dor e o sofrimento mais, os aspectos psicossociais e espirituais.

A nível internacional as pesquisas sobre os CPs contribuem para o avanço da assistência, quando são cumpridos os objetivos e princípios filosóficos das práticas paliativas. Os CPs na atualidade vêm ganhando destaque nos debates sobre saúde e assistência de pacientes com patologias crônicas incuráveis.

Cuidados Paliativos no Brasil

No Brasil os CPs se encontram em uma categoria emergente para a assistência realizada a finitude da vida. A prática paliativa consiste no enfoque do paciente, fugindo da assistência curativista. Entende-se como um período em que a enfermidade crônica, evolutiva, incurável e que não apresenta resposta aos tratamentos. Dessa forma, os profissionais devem proporcionar uma assistência apropriada, com o objetivo de melhorar a qualidade e o conforto desse período final da vida.

Existem fatores que influenciam as práticas paliativas no Brasil, como: a inexistência de uma política nacional de CPs, o difícil acesso aos fármacos opioides, falta de disciplinas especificas durante a graduação dos profissionais de saúde e a carência de serviços e programas especializados em CPs. Outro fator é a transformação do padrão demográfico do país, em que a população vem envelhecimento, associado ao aumento dos diagnósticos de câncer, patologia que necessita de CPs acarretando grande impacto social.

Para que os CPs desenvolvam uma assistência integral é necessária uma equipe multiprofissional, onde o objetivo é possibilitar conforto e qualidade de vida ao paciente em fase terminal. A equipe é formada por profissionais da área da saúde, como: medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, farmácia, terapia ocupacional, entre outros. Dentre esses, o papel que a enfermagem desempenha é fundamental.

Práticas paliativas

Como o objetivo das práticas paliativas é realizar uma intervenção na saúde do paciente, o enfermeiro compõe um cargo insubstituível para o desempenho dessa assistência, onde o profissional representa o elo entre o paciente, seus familiares e o resto da equipe. Além das circunstâncias em que o enfermeiro é o profissional que passa mais tempo com o paciente e à família, o que permite uma efetividade  na assistência.

O profissional de enfermagem prescreve as intervenções de forma holística, centrada na integralidade do indivíduo considerando aspectos físicos, funcionais, sociais e da espiritualidade. Uma prática que requer conhecimento de acordo com as necessidades que o paciente apresenta, levando em consideração a fase terminal com circunstâncias crônicas e degenerativas, para determinar a assistência.

Considerando a importância dos cuidados paliativos para enfermagem, existe a necessidade de conhecer os desafios que essa prática enfrenta para apresentar um aprimoramento na assistência. Diante do exposto, se levanta o questionamento: Quais os desafios que a enfermagem apresenta para realizar uma assistência de qualidade e humanizada na área de cuidados paliativos? Como a formação contribui para esse tipo de assistência especializada?

Justifica-se a realização do estudo em virtude da necessidade de conhecer os desafios que a prática paliativa enfrenta para se consolidar no país e possibilitar uma assistência de qualidade. O objetivo deste estudo é realizar um levantamento dos desafios que a enfermagem encontra para desempenhar a assistência aos pacientes em CPs, a partir da produção cientifica disseminada em periódicos on-line.

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