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Cuidar de Idosos Com Doença de Parkinson: Sentimentos Vivenciados Pelo Cuidador Familiar

O processo de envelhecer é a gradual plenificação do ciclo da vida. Ela não precisa ser escondida ou negada, mas deve ser compreendido, afirmado e experimentado como um processo de crescimento pelo qual o mistério da vida lentamente vai se revelando. Sem a presença dos idosos, poderíamos esquecer que estamos envelhecendo.

Cuidar de Idosos Com Doença de Parkinson: Sentimentos Vivenciados Pelo Cuidador Familiar

Cuidar de Idosos Com Doença de Parkinson: Sentimentos Vivenciados Pelo Cuidador Familiar.

Ao envelhecermos estamos susceptíveis a desenvolver processo de vulnerabilidade, seja de natureza social que implica nos estigmas atribuídos aos idosos, ou vulnerabilidade familiar diante dos desarranjos atribuídos à perda da autonomia e do processo de ser cuidado quando acometido por doença crônica degenerativa.

O fenômeno crescimento populacional é um marco a nível mundial, e no Brasil, as modificações se dão de forma radical, marcante e bastante acelerada. A velocidade desse fenômeno traz uma série de consequências que envolvem família, sociedade e profissionais de saúde. Desse modo, uma reorganização dessas esferas faz-se necessário, pois o processo de envelhecimento trouxe à tona o aumento das demências como é o caso da Doença de Parkinson [1] (DP).

Doença de Parkinson

A DP [2] é definido como um dos tipos mais frequentes de distúrbios do movimento e apresenta-se com quatro componentes básicos: rigidez muscular, bradicinesia, tremor e instabilidade postural. Se forem apresentados pelo menos dois desses problemas, a síndrome é caracterizada. Esse conjunto de distúrbios é causado pela grande diminuição da produção do neurotransmissor dopamina, devida à degeneração das células constituintes da substância negra. Há dois tipos de parkinsonismo: o primário (ou doença de Parkinson), sem uma causa determinada ou genética, e o secundário, originado por outras condições.

A presença de um familiar portador de enfermidade crônica é por si só fator gerador de sofrimento psíquico, ademais, soma-se ainda a agravante e efetiva possibilidade de morte do paciente. Diante disso, o cuidado com o enfermo internado no domicilio é uma causa de estresse na dinâmica cotidiana da família, gerando ao cuidador familiar complicações física, mental e emocional, bem como a perda de sua liberdade.

Exercício de cuidar

O exercício de cuidar do doente dependente no domicílio é uma aprendizagem incessante, alicerçado nas necessidades físicas e biológicas e de acordo com o nível de dependência do mesmo. “Cuidar”, atividade que aparentemente perece ser fácil e de complicado nada tem, pode-se tornar desmotivador e desinteressante para o cuidador, se não se tiver em conta o nível de dependência e o grau de exigência. O processo de se tornar cuidador gera necessidades de aquisição de conhecimentos, de competências e de espaço para adquiri-los.

Considerando o exposto acima, o objetivo deste estudo foi identificar os sentimentos vivenciados pelo cuidador familiar sob a ótica de cuidar de idoso com DP.

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