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Competências Docentes no Ensino Técnico de Enfermagem: Um Olhar dos Professores do Curso

O crescimento da formação no campo da saúde é visível no Brasil, haja vista a ampliação do número de instituições de ensino superior e técnico, e consequentemente, o elevado aumento da oportunização de trabalho para enfermeiros e técnicos de enfermagem [1].

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Competências Docentes no Ensino Técnico de Enfermagem. Foto: Divulgação.

A necessidade de um enfermeiro bem formado com capacidade crítica e reflexiva, além de dever possuir boa comunicação, e tomada de decisão, para atuar em equipe multidisciplinar é o que o campo da saúde tem demandado das instituições formadoras. Nesse sentido, os docentes que atuam na formação desses futuros profissionais, precisam apresentar um conjunto de habilidades para colaborar com as necessidades dos estudantes, não encarando a docência apenas como forma de ampliação de sua renda.

Um grande desafio da enfermagem é que as instituições, além de formar o bacharel, formem também o enfermeiro para docência, incluindo em seus cursos a licenciatura. Os enfermeiros bacharéis, em sua formação nos cursos de graduação, pouco ou quase nada ouvem falar em didática, ensino, planejamento e Projeto Político Pedagógico de Curso, uma vez que os bacharelados têm como foco preparar o profissional para a assistência em enfermagem [2].

As aulas de nível técnico na área da saúde, muitas vezes são ministradas por enfermeiros recém-formados sem nenhum conhecimento ou aprofundamento específico de práticas educativas, uma vez que os cursos de graduação em Enfermagem, pouco ou quase nunca abordam assuntos intrinsecamente ligados à educação.

Competências Docentes

Assim como em qualquer outra profissão, a docência requer do profissional competência naquilo que faz. Nesse sentido, vivenciado levando em consideração que não tenha sido vivenciado durante a graduação aprendizagens de assuntos referentes à área da educação, o desenvolvimento de competências voltadas ao exercício da docência para esses enfermeiros recém-formados, torna-se algo difícil, levando-os a desenvolver as competências necessárias ao desempenho da função docente em tentativas de acertos e erros no exercício da docência.

Muitas instituições de ensino, durante o processo seletivo do enfermeiro docente, analisam como critério positivo o tempo de experiência assistencial que o indivíduo possua, e de fato, essa é uma importante competência, pois para poder ensinar, o professor precisa ter vivenciado a assistência. Todavia, o conhecimento prático não é sinônimo de ‘boa docência’, pois, esse aspecto isoladamente não indica que o enfermeiro bacharel está apto para ser docente.

Nesse sentido, é importante que o docente compreenda e desenvolva competências que englobem teoria, prática e experiências pedagógicas. Essa tríade de competências é fundamental no e para o ensino da enfermagem, seja nos cursos de nível técnico ou ensino superior. Tomando com base as informações citadas, este artigo tem como objetivo compreender a percepção dos professores de um curso técnico em enfermagem acerca das competências para o exercício da docência nesse nível de ensino.

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