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Caracterização de Pacientes com Lesões de Pele Hospitalizados em Unidades de Internação Clínico-cirúrgica

O aumento na demanda de atendimentos às pessoas com feridas passou a ser um desafio enfrentado por toda a equipe multiprofissional de saúde, especialmente, na prática diária da enfermagem, no tratamento e na prevenção dessas lesões. É função do profissional enfermeiro avaliar a lesão, prescrever a cobertura indicada para cada tipo de ferida, além de orientar e supervisionar a equipe de enfermagem na execução do curativo. O tratamento de pacientes com lesões de pele, no âmbito hospitalar, necessita do envolvimento de uma equipe multiprofissional. Tais lesões são responsáveis por longas permanências hospitalares, na maioria das vezes em decorrência de tratamentos prolongados, sobretudo em pacientes com a mobilidade comprometida. As feridas são consideradas um problema grave, responsáveis por significativos índices de morbimortalidade.

Caracterização de Pacientes com Lesões de Pele Hospitalizados em Unidades de Internação Clínico-cirúrgica

Caracterização de Pacientes com Lesões de Pele Hospitalizados em Unidades de Internação Clínico-cirúrgica.

Ao identificar os tipos de lesões cutâneas mais frequentes que acometem os pacientes hospitalizados, o enfermeiro necessita planejar, organizar, implementar e avaliar as ações do cuidado prestado às pessoas com lesões agudas e crônicas, objetivando minimizar o tempo de internação e a consequente diminuição dos custos por internações prolongadas.

Ferimentos e lesões

O conceito de lesão de pele ou ferida é tão variado quanto os tipos existentes, sendo definido como a ruptura estrutural e fisiológica do tegumento cutâneo, da membrana mucosa ou de qualquer parte do corpo, podendo ser causada por agentes físicos, químicos ou biológicos. As feridas variam em extensão e profundidade, podendo ser superficiais, quando limitadas à epiderme, à derme e à hipoderme, ou profundas, quando fáscias, músculos, aponeuroses, articulações, cartilagens, tendões, ligamentos, ossos, vasos e órgãos cavitários são atingidos. A ferida é aguda quando há ruptura da vascularização com desencadeamento imediato do processo de hemostasia e crônica quando há desvio na sequência do processo cicatricial fisiológico, sendo caracterizada por uma resposta mais proliferativa do que exsudativa.

A partir do exposto, o objetivo geral deste estudo foi caracterizar os pacientes com lesões de pele hospitalizados nas Unidades de Internação Clínico-Cirúrgica de um hospital privado de Porto Alegre/RS.

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