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Caracterização do Modelo Assistencial ao Parto e Nascimento Realizado Por Residentes de Enfermagem Obstétrica

O parto humanizado tem como foco o protagonismo da parturiente no processo de parir, respeitando a mulher como sujeito ativo e empoderado sobre seu corpo e suas escolhas evitando intervenções desnecessárias.

Caracterização do Modelo Assistencial ao Parto e Nascimento Realizado Por Residentes de Enfermagem Obstétrica

Caracterização do Modelo Assistencial ao Parto e Nascimento Realizado Por Residentes de Enfermagem Obstétrica. Foto: Divulgação.

As Diretrizes para o Parto Humanizado estabelecidas pelo Ministério da Saúde em consonância com a Organização Mundial da Saúde buscam uma assistência digna e respeitosa através de boas práticas como: dieta livre no trabalho de parto, utilização dos métodos não farmacológicos de alívio da dor, mudança de posição, deambulação durante o trabalho de parto, clampeamento oportuno do cordão, contato pele-a-pele, amamentação na primeira hora de vida e assistência materna imediata após o parto.

Essas ações visam reduzir a violência obstétrica sofrida pelas parturientes, seja nas instituições privadas ou públicas, bem como difundir práticas baseadas em evidência, reduzir divergências de condutas, reduzir intervenções ao parto normal e tornar mais humanizado o processo de nascer e parir.

Estudos mostram que a Enfermagem Obstétrica [1] é uma mediadora importante no processo de educação e fortalecimento da autonomia da mulher. Esses profissionais contribuem no preparo destas mulheres desde o planejamento familiar até o puerpério, proporcionando uma assistência mais humanizada e de qualidade, de acordo com a necessidade de cada paciente durante o ciclo gravídico-puerperal.

Modelo assistencial ao parto

O Programa Nacional de Residência em Enfermagem Obstétrica, é uma ação estratégica da Rede Cegonha que visa um cuidado orientado pelas boas práticas em todo o ciclo gravídico-puerperal, evidências científicas, diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelas recomendações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, buscando melhoria da qualidade, mudança dos cenários e contribuir com a redução das cesarianas desnecessárias.

A Enfermagem Obstétrica tem seu exercício profissional regulamentado pela Lei nº. 7.498/86 [2] e pelo Decreto 94.406/87 e pela Resolução do Conselho Federal de Enfermagem de nº 516 de 2016 que normatiza a atuação do Enfermeiro, Enfermeiro Obstetra e Obstetriz na assistência às gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos nos Serviços de Obstetrícia.

A análise da assistência prestada ao trabalho de parto em relação à utilização de boas práticas é de suma importância pois permite identificar pontos de melhoria no atendimento prestado e verificar a atuação de Residentes em Enfermagem Obstétrica, o que poderá contribuir para mudanças ou reformulações do processo educativo dessas profissionais, para o fortalecimento da atuação das mesmas na busca de um atendimento mais humanizado com vistas à promoção do parto normal.

Diante do contexto exposto, a presente pesquisa tem como objetivo caracterizar o modelo assistencial ao parto e nascimento realizado por residentes de um programa estadual de residência na região central do Brasil e verificar o impacto desse modelo na repercussão clínica materna e neonatal.

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