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Cadernos HumanizaSUS: Saúde Mental

Este quinto volume dos cadernos temáticos da Política Nacional de Humanização [1] (PNH). Dedica-se à sistematização das experiências e dos debates que a Reforma Psiquiátrica (RP), em curso no País, vem produzindo. Para todos que vêm acompanhando o crescimento, vivendo os tropeços e empreendendo seus esforços pela consolidação do SUS em nosso país, essa produção se reveste de especial significado.

Saúde mental

Cadernos HumanizaSUS: Saúde Mental.

Alcançamos o primeiro quarto de século da mais complexa, ousada e desafiadora política de saúde que o Brasil já construiu, talvez com uma única certeza: a de que, se ainda não garantimos um SUS resolutivo, equânime e humanizado, temos sim, um longo e robusto percurso de construção de um sistema público de saúde que já não comporta silenciosamente formas de cuidar excludentes, nem saberes e poderes absolutizantes, como os que marcaram a vida de milhares de pessoas nos mais de 200 anos de história dos manicômios.

Saúde mental

A melhoria no acesso e na qualidade na atenção em saúde mental [2] em uma Rede de Atenção Psicossocial encontra-se. Certamente. Entre os maiores desafios que este sistema ainda tem por enfrentar na perspectiva de cumprir sua finalidade de garantir serviços de saúde com qualidade. Atendimento integral, inclusivo a todo cidadão brasileiro. Se este debate pode ser colocado nesses termos e tomar espaço nos serviços, eventos científicos, publicações como esta que marca os 10 anos de percurso da Política Nacional de Humanização.  É porque temos na convergência dos processos da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica posições éticas. Estéticas e políticas muito caras ao projeto de uma sociedade mais justa, cujos resultados, ainda que lentos, começam a ser percebidos.

Mais que dois processos coletivos paralelos em um campo temático aproximado. As Reformas Sanitária e Psiquiátrica são mutuamente potencializadoras e eticamente equivalentes. Quando entendidas em suas radicalidades utópicas. Sustentadas até hoje. Em grande parte. Mesmo passados mais de 20 anos de suas institucionalizações. Ao afirmar. No artigo que abre esta coletânea. Que PNH e saúde mental “são apostas que se constroem nas bordas e [fissuras de um] cotidiano conservador”, Sílvio Yasui reforça tal compreensão e aponta a perspectiva político-metodológica que vai marcar os escritos que o seguem.

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