08/02/2018

Autocuidado com estomias: compreensão de pacientes hospitalizados acerca das orientações recebidas pela equipe

Compreende a percepção de portadores de colostomia sobre as orientações da Equipe de Saúde para o autocuidado no ambiente hospitalar.

As estomias intestinais, mais especificamente as colostomias, consistem em uma incisão cirúrgica para a exteriorização de um segmento do cólon, através da parede abdominal, visando ao desvio do conteúdo fecal para o meio externo, evitando assim a passagem de fezes na área lesada ou doente do intestino.

Estomias: contexto no Brasil

O crescimento da população brasileira associado aos novos estilos de vida, à mudança do perfil demográfico e dos processos de urbanização, à industrialização e aos avanços tecnológicos culminaram na transição epidemiológica e no aumento à vulnerabilidade dos sujeitos às doenças crônico-degenerativas e multifatoriais, como as neoplasias.

Essa transição epidemiológica pela qual a população brasileira tem passado reflete, contudo, nos serviços de saúde que necessitam criar estratégias para o controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Por serem doenças que acompanham os indivíduos por um longo período de tempo, as DCNTs podem apresentar momentos de agudização ou melhora sensível.

Segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (2014), com relação ao sexo masculino para o câncer de cólon e reto, são esperadas 32.599 mortes de homens com idades entre 30 e 49 anos, 155.822 com idades entre 50 e 69 anos e 206.630 com idades acima de 70 anos. Já com relação ao sexo feminino, para esse tipo de câncer, são esperadas 28.306 mortes na faixa etária entre 30 e 49 anos, 113.792 mortes entre 50 e 69 anos e 207.137 mortes acima de 70 anos, para o ano de 2015.

Equipe de Saúde

Cabe à equipe de saúde identificar as necessidades físicas. Emocionais. Sociais e as relacionadas aos aspectos da sexualidade dos estomizados. Buscando uma atenção adequada e holística para o paciente e a família. As orientações devem ser sobre as adaptações na alimentação para controlar a eliminação. O tempo de permanência das bolsas coletoras e como elas devem ser fixadas. Higienizadas e retiradas. Os cuidados diários com a mucosa e a pele ao redor do estoma. Evitando lesões e traumas. Devem ser esclarecidos sobre a atividade sexual normal e garantir apoio psicológico. Sendo indicado para especialista. Se for necessário.




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