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Aspectos Relacionados às Internações Por Intercorrências Gestacionais

A gestação é um fenômeno fisiológico. Entretanto, parcela considerável de gestantes que, por terem alguma doença/agravo ou desenvolverem problemas durante este período, possuem maior probabilidade de ter evolução desfavorável, sendo estas denominadas como gestantes de alto risco. Dados do Ministério da Saúde demonstram que as internações por complicações obstétricas da gestação ocorrem em cerca de 4,3% dos casos.

Aspectos Relacionados às Internações Por Intercorrências Gestacionais

Aspectos Relacionados às Internações Por Intercorrências Gestacionais. Foto: Divulgação

Na vigência de complicações obstétricas a mulher, comumente, vivencia situações de estresse em virtude dos riscos e, sobretudo, do medo da morte, sendo, por isso caracterizada como gestante de alto risco. Os fatores de risco podem estar presentes no período pré-gestacional ou devido condições/complicações que podem surgir durante a gestação. Aqueles anteriores à gestação incluem: características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis como idade (menor que 15 e maior que 35 anos), baixa escolaridade, uso de drogas lícitas e ilícitas, hábitos de vida e histórico obstétrico adverso, caracterizado por abortamentos, intercorrências clínicas crônicas como cardiopatias, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM [1]), Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST [2]), Infecções de Trato Urinário (ITU), dentre outras condições. Os decorrentes da gestação atual manifestam-se por meio de enfermidades próprias do ciclo gravídico, a exemplo da pré-eclâmpsia/eclâmpsia.

Internações por intercorrências gestacionais

As intercorrências mais comuns na gravidez, relatadas na literatura, estão representadas por desvio quanto ao crescimento fetal intrauterino (macrossomia fetal e crescimento intrauterino restrito), número de fetos, alterações do volume de líquido amniótico, amniorrexe prematura, Trabalho de Parto Prematuro (TPP), gravidez prolongada, Pré-eclâmpsia Grave (PEG), Eclâmpsia, Diabetes Gestacional (DG), hemorragias da gestação, insuficiência istmocervical, aloimunização e óbito fetal.

Visto que a gestação de alto risco é condição que pode desencadear óbitos maternos e/ou fetais e/ou neonatais, é necessário ratificar a importância da assistência no período pré-natal, parto e puerpério, pois são os recursos utilizados na prevenção e controle de intercorrências que podem atenuar danos possíveis ao binômio mãe e filho.

A enfermagem, na gestação de alto risco, atua em colaboração com equipe multiprofissional com vistas a melhorar as condições de saúde desse grupo, bem como no enfretamento das situações de risco à mãe e ao respectivo concepto. Diante disso, tem-se como objetivo analisar aspectos relacionados às internações por intercorrências gestacionais.

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