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Ansiedade e Estresse em Profissionais de Enfermagem

Recentemente o mundo tem vivenciado a pandemia global da COVID-19, caracterizada especialmente pela sua elevada transmissibilidade. A pandemia acabou afetando diversos campos da sociedade e muitos profissionais tiveram que se adaptar a nova realidade imposta à coletividade. Diante disso, os sistemas de saúde tiveram suas capacidades colocadas à prova e os profissionais da área que atuaram e continuam atuando na linha de frente de combate à COVID-19 [1].

Ansiedade e Estresse em Profissionais de Enfermagem

Ansiedade e Estresse em Profissionais de Enfermagem. Foto: Divulgação.

Os enfermeiros, que correspondem à maior força de trabalho na área da saúde, estiveram expostos a um alto risco de infecção e um elevado grau de sobrecarga em decorrência do grande número de pessoas infectadas que dependiam e ainda dependem dos serviços de saúde. Dessa forma, os profissionais começaram a vivenciar efeitos psicológicos significativos, necessitando desenvolver habilidades socioemocionais para o enfrentamento dos sintomas.

Ansiedade e estresse em profissionais de Enfermagem

A presente revisão integrativa teve como objetivo identificar a ocorrência de desordens psicológicas, como ansiedade e estresse em profissionais de enfermagem perante a pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados Pubmed, Pepsic, SciELO [2] e as 200 primeiras informações do Google Acadêmico a afim de identificar estudos que mostrassem medidas de ocorrência de ansiedade e estresse em profissionais de enfermagem durante a pandemia da COVID-19.

Foram selecionados dez artigos, que englobaram a participação de 10.850 indivíduos, sem restrição de faixa etária ou de quaisquer outras características pessoais. De um modo geral, os estudos incluídos na presente revisão indicaram que a ansiedade e o estresse ocorrem em proporções significativas em profissionais de enfermagem, especialmente entre os que atuam na linha de frente de combate à COVID-19, quando comparado aos profissionais que não atuam diretamente na linha de frente.

Em vista disso, é fundamental a identificação de grupos que possuem um maior risco de apresentar sintomas significativos de ansiedade ou estresse, proporcionando-lhes uma intervenção precoce. Além disso, aumentar a conscientização e educar as equipes médicas não psiquiátricas para a avaliação da saúde mental pode ser crucial para permitir diagnósticos em saúde mental.

Por fim, também é importante conscientizar chefes de enfermagem sobre a necessidade de abordar a saúde mental com medidas de apoio precoces e adequadas, como validar as emoções, comunicar-se com clareza, atender às necessidades básicas e tornar o horário de trabalho mais flexível.

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