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Análise da Convergência Entre o Risco de Quedas e a Dependência dos Cuidados de Enfermagem

A segurança dos pacientes tem sido um tema amplamente discutido em todo o país. A partir de 2013, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) impulsionou a criação de protocolos que guiassem práticas seguras nas instituições, dentre estes, o de Prevenção de Quedas, que também é uma das metas internacionais de segurança do paciente.

Análise da Convergência Entre o Risco de Quedas e a Dependência dos Cuidados de Enfermagem

Análise da Convergência Entre o Risco de Quedas e a Dependência dos Cuidados de Enfermagem. Foto: Divulgação.

A queda é definida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS [1]), como “um evento que resulte em uma pessoa vir inadvertidamente a ficar no solo ou em outro nível inferior, excluindo mudanças de posição intencionais para se apoiar em móveis, paredes ou outros objetos”. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) os fatores de risco relacionados com as quedas podem ser classificados em três categorias: intrínsecas (como idade, sexo, distúrbios de marcha e equilíbrio, por exemplo), extrínsecas (como iluminação inadequada, superfícies escorregadias, dentre outros) e comportamentais (como não adesão às recomendações).

Risco de quedas

A Morse Fall Scale (MFS) é uma escala validada para mensurar o risco de quedas. É composta por seis itens de avaliação, que constituem o escore de risco: histórico de queda, diagnóstico secundário, auxílio na deambulação, terapia endovenosa/dispositivo endovenoso salinizado ou heparinizado, marcha e estado mental. Foi adaptada transculturalmente para o Brasil em 2013 e validada para pacientes hospitalizados em 2016, passando a denominar-se Morse Fall Scale – Versão Brasileira (MFS-B). A MFS-B se mostrou adequada para predizer a ocorrência de queda, com 95,2% de capacidade de predição da queda, na pontuação de 44,78 pontos para o risco de quedas.

O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) é definido como um sistema que permite a classificação de pacientes em grupos ou categorias de cuidado, determinando, assim, o grau de dependência de um paciente em relação à equipe de enfermagem [2]. Tem como objetivo estabelecer o tempo despendido no cuidado direto e indireto, bem como o quantitativo de pessoal necessário para atender as suas necessidades. O SCP é composto por 12 itens de avaliação: estado mental, oxigenação, sinais vitais, motilidade, deambulação, alimentação, cuidado corporal, eliminação, terapêutica, integridade cutaneomucosa/comprometimento tecidual, curativo e tempo utilizado na realização dos curativos. Cada critério avaliado recebe uma pontuação para compor a classificação do grau de dependência do paciente.

Este estudo teve como objetivo analisar a convergência entre o risco de quedas e a dependência para o cuidado de enfermagem de pacientes hospitalizados, utilizando a MFS-B e o SCP.

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