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Ações Educativas Como Estratégia de Intervenção nas Atitudes das Gestantes Frente Ao Aleitamento Materno

O Aleitamento Materno (AM [1]) é uma prática que proporciona benefícios tanto para a mãe quanto para a criança e precisa ser cada vez mais orientado, principalmente durante a gestação, uma vez que é por meio da amamentação que se cria condições para o crescimento e desenvolvimento saudáveis e para o fortalecimento do vínculo mãe-bebê. A literatura científica revela que além do AM favorecer uma nutrição rica para a criança, favorece o desenvolvimento saudável da microbiota intestinal, assim como o desenvolvimento cerebral e controle da obesidade, favorecendo a adaptação de hábitos alimentares saudáveis.

Ações Educativas Como Estratégia de Intervenção nas Atitudes das Gestantes Frente Ao Aleitamento Materno

Ações Educativas Como Estratégia de Intervenção nas Atitudes das Gestantes Frente Ao Aleitamento Materno. Foto: Divulgação.

Além disso possui importante papel imunológico protegendo a criança contra infecções respiratórias, alergias e diarréias por meio da ação da imunoglobulina A (IgA) secretora que se faz presente em maior concentração no colostro, protegendo o bebê contra a aderência ou penetração de patógenos no organismo.

Da mesma forma, estudos realizados comprovam muitos benefícios para as mães, tal como a redução do risco de desenvolvimento do câncer de mama, uma vez que o movimento de sucção do bebê promove espécie de esfoliação do tecido mamário, além disso auxilia no desprendimento da placenta, contribuindo para a involução uterina, ao mesmo tempo que previne hemorragias no puerpério imediato e consequentemente anemia por perda sanguínea, auxilia na perda de peso adquirido na gestação e serve como método anticoncepcional natural enquanto a mulher não menstruar e estiver em amamentação exclusiva.

Aleitamento Materno

Porém, apesar da amamentação ser um processo natural ao ser humano é frequente o aparecimento de algumas complicações, como dificuldades físicas, emocionais e sociais que interferem no processo e podem levar ao desmame precoce. Muitas vezes, os problemas estão associados ao déficit de conhecimento relacionado aos cuidados que devem ser realizados com as mamas, posição e pega correta e benefícios do aleitamento materno em geral.

Tal problemática pode ser amenizada por meio da educação em saúde no pré-natal, que se constitui como porta de entrada para a decisão da mulher em amamentar seus filhos.

Durante a gestação, a mulher precisa estar motivada para que o processo de amamentação se concretize. Estudos afirmam que mulheres que possuem conhecimento acerca dos benefícios da amamentação, autoconfiança e segurança gerada por um maior contato com o tema, tendem a amamentar de forma correta, com poucas ou nenhuma complicação e de forma exclusiva até os seis meses de vida do bebê.

Neste sentido, atividades de educação em saúde, programas de incentivo à amamentação [2], campanhas, acompanhamento profissional adequado e integral são estratégias que podem e devem ser utilizadas para disseminação do conhecimento acerca de diversos benefícios que essa prática proporciona.

Sabe-se que o estudo sobre fatores intervenientes relacionados a saúde materno-infantil é fundamental para a obtenção de conhecimentos acerca de pilares do aleitamento materno. Todavia, as diferenças regionais na prática da amamentação deixam claro a necessidade de diagnósticos focais e regionalizados para o direcionamento da tomada de medidas de intervenção visando a promoção e proteção desta prática tão importante. Desta forma, este estudo tem como objetivo compreender como propostas de educação em saúde podem contribuir para o conhecimento e atitudes das gestantes frente ao aleitamento materno.

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