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Ações de Advocacia do Paciente Pelos Enfermeiros Intensivistas

A enfermagem, cada vez mais, demanda de seus profissionais habilidades éticas, tendo em vista que, muitas vezes, a técnica e o conhecimento teórico não contemplam as questões dos pacientes e familiares. Logo, o cuidado do enfermeiro, também, é avaliado a partir de sua comunicação, proteção, defesa e relacionamento com pacientes e familiares.

Ações de Advocacia do Paciente Pelos Enfermeiros Intensivistas

Ações de Advocacia do Paciente Pelos Enfermeiros Intensivistas. Foto: Divulgação

Defesa do paciente

A advocacia do paciente, no Brasil, foi proposta como um papel ético do exercício profissional do enfermeiro junto aos pacientes e tem como objetivo assegurar os seus direitos [1], contribuindo para a sua autonomia. Essa defesa exercida pelo enfermeiro pode ser definida como uma intervenção para ajudar pacientes a obter serviços e benefícios que são de seu direito, facilitando seu cuidado, tratamento e bem-estar.

Os enfermeiros das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), como membros de uma equipe de cuidado, atuam de forma crucial no cuidado do paciente internado nessas unidades e também dão suporte a seus familiares. Essa atuação na advocacia dos pacientes assegura fatores, como garantia da qualidade e integralidade do cuidado ao paciente, defesa da atuação autônoma na tomada de decisão pelos pacientes e familiares, além de auxiliá-los no entendimento de seus direitos.

Portanto, enfermeiros que atendem esses pacientes devem ser competentes, teórica, técnica e eticamente, ou seja, qualificados para assessorar a melhor tomada de decisão. Entende-se então que a advocacia do paciente é um componente ético do trabalho do enfermeiro, e que requer, além de um aprimoramento da autonomia profissional, a existência de situações que impulsionam a decisão do enfermeiro em defender o paciente.

Protective Nursing Advocacy Scale

A decisão dos enfermeiros [2], especialmente os que atuam em UTI, em defender seus pacientes, deve-se ao fato de esses profissionais entenderem que os pacientes apresentam-se em situação de vulnerabilidade, já que nessas unidades existe a necessidade de cuidados especializados em função da condição crítica em que o paciente se encontra e pela grande influência de tecnologias integradas aos cuidados de enfermagem. Ainda, na UTI, o enfermeiro torna-se referência do cuidado tanto para o paciente como para a sua família, devido à maior proximidade entre eles. Por fim, evidencia-se a importância da comunicação interpessoal do enfermeiro que realiza cuidados de saúde na UTI, seja com médico, equipe de enfermagem, outros profissionais ou com pacientes e seus familiares.

A defesa do paciente realizada pelo enfermeiro, apesar de parte relevante de sua atuação, não é bem explorada em estudos, pois esse papel do enfermeiro na advocacia é pouco disseminado entre os enfermeiros e inexistem pesquisas nacionais sobre a temática. No intuito de pesquisar as crenças e ações de enfermeiros na proteção dos pacientes por meio de seu papel na advocacia do paciente, buscou-se utilizar a escala Protective Nursing Advocacy Scale (PNAS), desenvolvida por Hanks (2010). A escala foi adaptada transculturalmente e validada no Brasil, sendo essa versão brasileira um instrumento válido e confiável para a avaliação das crenças e ações de advocacia dos enfermeiros brasileiros.

O objetivo desta pesquisa foi, portanto, explorar as ações e os fatores associados na defesa do paciente pelos enfermeiros intensivistas, utilizando a escala Protective Nursing Advocacy Scale – versão brasileira.

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